Política, cultura e generalidades

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Nó universal


A manchete de hoje do JB é de longe uma das melhores do ano, que dirá a melhor.

Ontem, enquanto alguns viveram o céu na Terra, alguns cariocas viveram o inferno Universal.

Esses cariocas deviam promover um boicote à campanha de reeleição do senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), se estão tão incomodados. Afinal, o bispo (???) era a principal estrelinha da muvuca infernal na Praia de Botafogo.

Fonte: Jornal do Brasil.

Um senhor nó no trânsito

Thiago Feres, Jornal do Brasil

RIO DE JANEIRO - Um grande evento da
Igreja Universal do Reino de Deus reuniu nesta quarta-feira cerca de 1 milhão de pessoas na Enseada de Botafogo e provocou um verdadeiro nó no trânsito na Zona Sul, com reflexos até o Centro do Rio. Diante dos problemas, a prefeitura assumiu a responsabilidade por ter autorizado o evento, mas culpou os organizadores, que teriam dado “informações incorretas” sobre a quantidade de ônibus que trariam os evangélicos de vários pontos do estado. Em nota, o prefeito Eduardo Paes prometeu não mais autorizar eventos desse porte na Praia de Botafogo. Procurados os representantes da Igreja Universal não foram localizados nesta quarta pelo JB.

A previsão inicial era de que aproximadamente 100 mil pessoas comparecessem. Segundo a Polícia Militar, porém, o contingente foi dez vezes maior, e o esquema especial montado de véspera pela Guarda Municipal, em parceria com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET-Rio), não foi suficiente para evitar o caos.

Quem não tinha qualquer relação com o evento, foi quem mais sofreu. Seguindo de Copacabana para o Aeroporto Santos Dumont, os universitários Pedro Henrique Soares e Renan Farnaluti perderam o voo para Vitória (ES), devido aos muitos engarrafamentos.

– Isso é um absurdo. Estamos há duas horas num congestionamento interminável. Não é possível a prefeitura autorizar um evento dessas proporções num espaço como a Enseada de Botafogo e ainda me fazer perder grana – reclamou Pedro, retido no Viaduto Pedro Álvares Cabral, um dos acessos à Praia de Botafogo.

Um médico que preferiu não se identificar contou que saiu da Urca às 16h e só chegou em Copacabana, a menos de dois quilômetros, às 19h. O pior é que ele tinha um paciente para atender.

Quem seguia nos ônibus normais optou por descer e caminhar, o que provocou inveja no cobrador Marcos Ribeiro, da linha 433 (Leblon–Vila Isabel).

– Já faz mais de duas horas que deixamos o Leblon e ainda estamos aqui em Botafogo. Como precisamos fazer três viagens, creio que trabalharemos mais do que o normal em pleno o feriadão – lamentava.

O desrespeito de alguns condutores de coletivos fretados para transportar os fiéis aumentou o caos, já que paravam em qualquer lugar.

– É rapidinho. O pessoal desce, e fica tudo bem – afirmou, em tom irônico, um motorista.

Segundo a Guarda Municipal, foram utilizados 2.500 ônibus pelos evangélicos. O planejamento previa que os coletivos fossem estacionados nas pistas do Aterro do Flamengo e nas faixas da direita das avenidas Presidente Vargas, Rio Branco e Rodrigues Alves, no Centro. Ainda segundo a GM, os ônibus flagrados fora desses pontos foram multados.

Comandante do 2º BPM critica a prefeitura

O tenente-coronel Antônio Carballo, comandante do 2º BPM (Botafogo), foi veemente ao criticar a prefeitura por autorizar o evento da Igreja Universal. Ele afirma ter alertado a 15ª Região Administrativa e a Subprefeitura da Zona Sul sobre o possível colapso que a região poderia sofrer com a presença dos cerca de 2.500 ônibus que transportaram os fiéis até a Enseada de Botafogo.

– Recomendei que o estacionamento dos coletivos fosse feito nas áreas do 1º BPM (Estácio) e do 13º BPM (Praça Tiradentes) – declarou. – Se eles disseram que planejaram estacionar os ônibus no Aterro e no Centro, a ação foi mal feita, já que havia carros parados por toda a extensão de vias principais do bairro, como as ruas Voluntários da Pátria, São Clemente e Mena Barreto.

A Polícia Militar atuou com cerca de 200 homens para garantir a segurança do evento, mas até o início da noite nenhuma ocorrência havia sido registrada. Além do batalhão da área, homens de todas as outras unidades da capital foram deslocados para a Praia de Botafogo, incluindo os do Batalhão de Choque.

A Secretaria Especial da Ordem Pública (Seop) deslocou 10 agentes para fiscalizar ambulantes no evento. Segundo o supervisor André Onofre, o objetivo era apenas organizar a distribuição dos ambulantes. Por isso, não houve qualquer apreensão.

Associações de moradores também protestam

Quem mais sofreu com o evento nesta quarta-feira na Enseada de Botafogo foram os moradores do bairro. Além de aturar o barulho e a sujeira deixada, os que tentaram sair de casa ainda ficaram presos nos inúmeros engarrafamentos que pararam a região. A presidente da Associação de Moradores e Amigos de Botafogo (Amab), Regina Chiaradia, reclamou de ter perdido um compromisso por causa do trânsito.

– Está tudo parado, não tem como sair. Eventos assim são um terror para os moradores. São eleitoreiros. Além do trânsito, existem as poluições sonora e ambiental. Isso deveria ser organizado em um lugar apropriado. A Enseada não tem infraestrutura para essas coisas – revoltou-se.

Paulo Giffoni, presidente da Associação de Moradores e Amigos do Humaitá (Amahu), também criticou o caos.

– O trânsito no Humaitá parou, tive que deixar meu carro no Flamengo. Não existiu um mínimo de planejamento, nem do estado nem do município.

Apenas Mauro Roberto Vidal, da Associação de Moradores e Amigos da Glória (Amaglória), saiu em defesa do evento.

– Não podemos ser radicais, de vez em quando tem que acontecer alguma coisa, não? Para uma cidade como o Rio, eventos assim são normais – argumentou.

(Marcelo Fernandes)

21:36 - 21/04/2010


Fonte: O Globo.

Santa paciência

PM culpa Prefeitura do Rio pelo caos no trânsito; secretário diz ter sido surpreendido por evento em Botafogo

Publicada em 22/04/2010 às 01h07m
Luiz Ernesto Magalhães, Paulo Marqueiro e Selma Schmidt

RIO - O atual secretário da Ordem Pública (Seop), Alex da Costa, responsável pelas operações de Choque de Ordem em grandes eventos, admitiu que tomou conhecimento pelos jornais sobre o culto da Igreja Universal, que parou a cidade nesta quarta-feira. Em nota divulgada no fim da tarde, a Prefeitura do Rio pediu desculpas à cidade e prometeu não voltar a autorizar eventos deste tipo.

- O planejamento do trânsito é da CET-Rio. Eu soube do evento pelos jornais. A Seop só teria alguma participação se fosse um show que tivesse publicidade. Nesse caso, cobraríamos licença e fiscalizaríamos. A decisão sobre conceder ou não a autorização é da subprefeitura da Zona Sul - disse Alex Costa.

O comandante do 2º BPM (Botafogo), tenente-coronel Antônio Carlos Carballo Blanco, responsabilizou a prefeitura pelos problemas no trânsito do Centro e da Zona Sul. Ele contou que, em 15 de abril, encaminhou um ofício à Subprefeitura da Zona Sul e à Administração Regional de Botafogo manifestando-se contra a autorização para que os ônibus estacionassem perto da Enseada de Botafogo.

- Esse caos aconteceu por irresponsabilidade da prefeitura. Só autorizei o estacionamento nas avenidas Presidente Vargas e Rio Branco. De lá, as pessoas seguiriam de metrô. Essa é uma manifestação religiosa que se repete quase todos os anos. Agora eu tenho que administrar esse verdadeiro colapso no trânsito. Nem minhas equipes de supervisão estão conseguindo se deslocar de carro. Elas têm que trabalhar a pé.

A Secretaria municipal de Transportes divulgou no início da madrugada desta quinta-feira um balanço do evento. Segundo a Polícia Militar, cerca de 4000 ônibus compareceram, enquanto a previsão era de, no máximo, 1.500, para os quais foram reservadas áreas de estacionamento na Enseada de Botafogo, Aterro na area do MAM e diversas vias do Centro, como Presidente Antonio Carlos e Rio Branco.

Segundo a nota da secretaria, os motoristas estacionaram em vias não autorizadas como Voluntários da Pátria, São Clemente, Avenida Pasteur, Gal. Severiano, Senador Vergueiro e Praia do Flamengo. Com isso, 889 ônibus e 60 veículos de passeio foram multados.

Secretaria analisará possível punição à Universal

A Guarda Municipal disse que trabalhou com 160 homens, sendo 50 de trânsito na área do evento. Mas o órgão admitiu que eles não ficaram nos cruzamentos, já que a prioridade era reprimir o estacionamento irregular.

No entando, os ônibus fretados pelas caravanas não respeitaram as áreas para estacionamento. Muitos não tinham condição de circular, devido ao precário estado de conservação. Alguns enguiçaram no meio do caminho, piorando o trânsito. Havia ônibus parados na contramão e sobre calçadas.

O diretor de operações da CET-Rio, Joaquim Dinis, admitiu que não esperava movimentação tão grande. Ele disse que a organização pode não ter cumprido o combinado e levado mais de 1.500 ônibus. Ele enviará relatório à Secretaria de Transportes para que analise se cabe punição à Universal:

- A gente não previu porque trabalhou com a estimativa dos organizadores. Sobrevoamos a área para tentar fazer uma contagem do número de coletivos, mas não foi possível terminar. Nós tivemos, por exemplo, que liberar a área de lazer do Aterro do Flamengo para os ônibus estacionarem.

Moradores querem impedir novos shows, mas Paes confirma Red Bull Air Race
A presidente da Associação de Moradores de Botafogo, Regina Chiaradia, também considerou uma irresponsabilidade autorizar o estacionamento em Botafogo e no Flamengo. Em várias ruas, havia ônibus parados em fila dupla. Na esquina de Clarisse Índio do Brasil com a Rua Barão de Itambi, uma cabine da PM foi cercada pelos ônibus.

- A previsão era de cem mil pessoas, mas, na TV, os organizadores estavam convocando as pessoas dizendo que queriam botar 2 milhões na Enseada - afirmou Regina.

Já a presidente da Associação de Moradores do Flamengo, Leila Maywald, anunciou que, na segunda-feira, vai pedir ao Ministério Público que ingresse com uma ação visando a proibir a realização de grandes eventos na Enseada de Botafogo:

- A área de lazer do Flamengo foi tomada por ônibus e fiéis. Tinha ônibus estacionado até $Avenida Rui Barbosa e nas pistas da Praia de Botafogo e do Flamengo - lamentou Leila, que foi informada por funcionários da prefeitura que o evento reuniu quatro mil ônibus.

Diante do caos, a família do bancário Paulo Faveret não teve alternativa senão deixar o carro na garagem de seu prédio, na Praia de Botafogo. Paulo lamentou que a prefeitura tivesse autorizado mais um evento de grande porte na Enseada.

- O problema já começou na véspera, com o barulho do ensaio - reclamou Alice, mulher de Paulo. - Eles deveriam realizar um evento desse porte, com tamanha quantidade de ônibus, numa fazenda. Aqui não é lugar para isso.

Os congestionamentos foram um entrave para ambulâncias, principalmente dos hospitais de Botafogo e dos bombeiros do quartel do Humaitá. O transporte de um paciente em estado grave de uma unidade de saúde em Ipanema para a Policlínica, em Botafogo, atrasou pelo menos três horas.

- É uma situação preocupante - contou a médica da Policlínica Ludmila Noleto de Resende.

Em relação ao Red Bull Air Race, evento marcado para 8 e 9 de maio, Paes disse que está mantido, mas garantiu que a prefeitura estará preparada. Em 2007, o evento reuniu cerca de um milhão na Enseada de Botafogo, também levando caos ao trânsito.

- Vamos ter que fazer uma super operação - disse Paes.


Fonte: O Globo.

Leitores relatam o caos no trânsito provocado por culto religioso no Rio

Publicada em 21/04/2010 às 19h27m
O Globo, com textos e fotos dos leitores

RIO - Um culto religioso na Enseada de Botafogo deu um nó no trânsito do Rio nesta quarta-feira e levou os leitores do site do GLOBO a enviarem diversas fotos e relatos dos transtornos causados pelo evento.

Eduardo Vimercati:
"Evento evangélico em Botafogo, vai ser um caos o trânsito, ok. Mas e daí quando se é esperado um total demais de 1.500 ônibus e há apenas três reboques para remover os coletivos estacionados em locais proibidos? O Aterro do Flamengo, que era para ser uma área de lazer público no feriado, vira estacionamento de ônibus.

A cidade prova mais uma vez que não possui a menor estrutura para a realização de eventos deste porte. Não é nem possível culpar os poucos agentes da Guarda Municipal ou da CET-Rio, uma vez que eles ficam completamente impotentes perante tamanho caos. É preciso colocar mais agentes para controlar e organizar a zona."

Claudio Romero Guedes Cavalcanti Junior:
"O contribuinte carioca que mora na Zona Sul foi obrigado a ficar em casa durante o feriado para que os seguidores de uma religião pudessem se reunir para um culto. Imagina se todas as outras religiões fizessem isso? O que mais revolta é ter o direito de ir e vir cerceado com autorização da Prefeitura. Senhor Eduardo Paes, acorda! Está certo que é ano eleitoral, mas por favor, eventos deste porte não pode fechar as artérias viárias da cidade. Por que não foi autorizado no Riocentro, ou Autódromo, ou Maracanã? Tem que estragar o feriado do carioca?"

Paulo Andre Pinheiro de Lima:
"O culto da Igreja Universal - que aconteceu das 15h às 19h desta quarta-feira na Enseada de Botafogo - provocou um nó no trânsito da cidade. O caos foi instalado como sempre que acontecem eventos como esse, com dezenas de ônibus estacionados em cima das calçadas, impossibilitando o transito de pedestres, cadeirantes e carrinhos de bebês. As pessoas são obrigadas a caminhar pela rua e os motoristas dos ônibus irregularmente estacionados urinavam livremente nas calçadas. Flanelinhas loteavam locais para estacionamento de carros menores. Não havia sinal de Guarda Municipal ou PM para organizar a bagunça."

Eugenio Costa:
"É um absurdo a prefeitura liberar a cidade para estes eventos e não se preocupar com o impacto na cidade."

Simone Soares Almeida Tavares:
"Devido ao evento religioso que está acontecendo nesta quarta feira, 21 de abril, na Praia de Botafogo, as ruas têm seu trânsito prejudicado. Mais de 80 ônibus de turismo trazendo pessoas de fora para o evento já passaram pelo bairro entre 12h e 16h30, impossibilitando moradores de sair de casa."

Mulla Milena:
"Estou muito revoltada pela falta de competência de 'alguns' que não fizeram nada pelo trânsito mesmo sabendo que esse inferno poderia acontecer. Em pleno feriado, estou presa em casa, pois tem ônibus estacionados em toda Rua Voluntários da Pátria até o Humaitá, onde moro. Não consegui tirar o carro da garagem e ainda fui ameaçada por um 'irmão' quando ele me viu reclamar do caos que se tornou a Zona Sul. Agora me diz: por que o Aterro não foi liberado para esses ônibus? Cadê a prefeitura que nada está fazendo? Como será a volta desses ônibus quando o evento acabar? Até que horas ficarei presa em casa?"

Miguel Bahury:
"Inadmissível, inconsequente e intolerável o caos do trânsito em Botafogo e em toda a Zona Sul por causa da leniência da prefeitura em liberar a Praia de Botafogo para um culto religioso. Ficamos ilhados em nossas próprias casas e quem estava fora não conseguia retornar. E não é a primeira vez que tal atitude irresponsável ocorre."

Marcelo Gruman:
"Hoje, dia 21 de abril de 2010, por volta das 16h, tentei voltar para casa com minha esposa e filho de 10 meses. Por conta das centenas de ônibus vindos de todos os bairros da cidade e municípios vizinhos para participação no evento evangélico da Enseada de Botafogo, a Rua Voluntários da Pátria, bem como a Rua Humaitá, simplesmente pararam. Carros e ônibus parados por horas. Fui obrigado a voltar a pé do Humaitá a Laranjeiras com meu filho de 10 meses no colo.

Pergunto: houve planejamento da CET-Rio e dos outros órgãos responsáveis? Se sim, são incompetentes. Se não, devem ser todos exonerados por justa causa uma vez que são pagos (e muito bem pagos, sabemos nós) para isso. Pagamos nossos impostos em dia e, portanto, merecemos tratamento à altura por parte daqueles a quem delegamos a autoridade pública. Devem-nos explicações razoáveis, porque pagos com o nosso dinheiro. Trabalham para nós, contribuintes.

Todos os grupos sociais têm direito a manifestações em espaços públicos, porém o direito deles termina onde começa o meu direito de indivíduo. A má organização do evento rompeu com essa premissa, usurparam o meu direito. Minha liberdade de ir e vir não pode ser cerceada em prol da liberdade alheia."

Marcio Augusto Lacerda:
"Sou morador da Praia do Flamengo, pago um dos mais altos IPTUs da cidade (e sei que mais de 65% dos moradores do Rio são isentos), mas não aguento mais os eventos que são realizados aqui (corridas rústicas, caminhadas etc), principalmente porque restringem o nosso direito de ir e vir (sair da minha casa), de dormir, de não ser incomodado por um DJ berrando às 7h da manhã. Porém, o que ocorreu hoje, 21 de abril, feriado nacional, transcende o absurdo. Além do nó no trânsito, o Aterro foi invadido por mais de 1.500 ônibus, que fecharam as pistas habitualmente abertas ao lazer, afugentando todos aqueles que o desfrutam. A Guarda Municipal, omissa como sempre, provavelmente está respeitando o feriado. Por que o prefeito não autoriza estes eventos na porta da casa dele?"

Tereza Cristina Correia Ferraz:
"Como pode alguém que é eleito ter o poder de cercear o direito constituído de ir e vir do contribuinte? Será que isto poderia ser perguntado ao prefeito da cidade do Rio de Janeiro? Será que aproveitando o ensejo poderia este mesmo prefeito informar o porque de sua brilhante autorização para realização de evento com som onde as pessoas não podem nem conversar em seus lares e ficaram impedidas de se locomover por causa dos ônibus velhos que, seguindo o choque de desordem da prefeitura, pararam ao longo das vias de trânsito de toda a orla de Botafogo e do Flamengo."

Edson Moreira:
"Estou neste momento em Botafogo e presenciei todos os carros na Rua Paulino Fernandes darem meia volta e sair da rua na contramão. O guarda municipal só apareceu quando o nó no cruzamento com a Prof. Álvaro Rodrigues já estava feito. Desde a manhã o trânsito está um caos. Os motoristas desinformados ou revoltados contribuem para piorar a situação, não parando de buzinar. O que era para ser um feriado de sol tranquilo transformou-se num inferno. É surpreendente observar que a prefeitura tenha permitido que tantos ônibus estacionassem nas ruas estreitas de Botafogo, inclusive em trechos movimentados, como a Mena Barreto. Nota zero para esse vexame da prefeitura."

Eneida Pinheiro Barbosa:
"Levei uma hora e trinta minutos num trajeto que não levaria mais que 20 minutos, e só descobri o que estava acontecendo quando já estava no meio do caos. Vi onibus estacionados da Urca até o Sambódromo. Em Botafogo, na Rua Visconde de Silva, tem ônibus estacionado nos dois lados da pista, afunilando a passagem para apenas um carro por vez.

E não se vê um guarda, nem um policial!

A Zona Sul do Rio hoje, feriado, dia de sair e passear com a família, se transformou num caos, completamente parada. Parada mesmo, os carros não saem do lugar. Como pode a prefeitura autorizar um evento na Praia de Botafogo de um milhão de pessoas? Que insanidade é esta? Cadê o choque de ordem, Sr. Eduardo Paes?"

Sonia Azevedo Rodrigues:
"Moro em Botafogo há 55 anos e nunca via nada igual. E o nosso direito de ir e vir? São Clemente sem transporte. Pessoas aguardam nos pontos. Da minha janela vejo uns cinco ônibus fretados parados, pelo menos. Como um prefeito permite um evento desse porte em Botafogo? Mais de um milhão de pessoas. Nem em Botafogo nem em nenhum bairro. Deveria ser no RioCentro ou um local que não prejudicasse as pessoas. Socorro, estamos sitiados em nossas próprias casas."

Giovanni Finetti:
"Várias linhas de ônibus estão deixando a população sem transporte, já que fretaram seus ônibus para transportar apenas os participantes de um evento religioso. Como concessionária de serviços públicos não poderiam se recusar a pegar passageiros. O sobrinho da minha esposa esperou mais de uma hora e meia para conseguir um ônibus que lhe abrisse a porta."

Sonia Gusmão:
"É um abusurdo que a prefeitura tenha liberado este tipo de evento na Praia de Botafogo. Se o prefeito não sabe, o bairro de Botafogo é passagem para diversos bairros da Zona Sul e Centro da cidade. Será que liberou por que é um ano de eleição?"

Patricia Santos Barroso:
"Hoje, 21 de abril de 2010, o prefeito transformou as ruas de Botafogo num verdadeiro caos, mantendo os mortadores em verdadeiro cárcere privado, tendo que ouvir as buzinas furiosas dos motoristas totalmente enlouquecidos devido ao trânsito caótico. Minha rua, Paulo Barreto, que normalmente é super tranquila, ficou intransitável durante toda a manhã e parte da tarde.

Estes eventos, embora legítimos, deveriam ser realizados em locais apropriados, como o Engenhão, Maracanã etc. Não poderiam ser realizados, em hipótese nehuma, em locais residenciais com poucas avenidas e ruas para circulação, impedindo a vida normal dos moradores, que não puderam usufruir do lindo dia de sol neste feriado nacional, pois ficaram impedidos de sair com seus carros de suas garagens."

Viviane Nogueira Vallim:
"A prefeitura e a Igreja Universal instalaram o caos no Rio. Centenas de ônibus estão parados nas ruas de Botafogo, no meio da rua, nas calçadas, em baias, e é impossível se deslocar! Tive que deixar o carro na rua e vir para casa andando. A Voluntários é um mar de ônibus e pessoas andando pelo meio da rua (que não percebem que existe calçada) em caravanas!"

Ana Claudia Costa Santos:
"É um absurdo o transtorno que os moradores da Zona Sul estão sendo submetidos pela desorganização do evento 'Dia D' da Igreja universal na Enseada de Botafogo. Por que a prefeitura e seu exército do choque de ordem permitiram um evento destes?? Por que pagamos tanto de IPTU para não termos direito a um lazer num feriado como hoje? Já não basta o estresse diário? Hoje Botafogo e adjancências simplesmente estão à beira de um caos!"

Mauro Sérgio Julio Lopes:
"A Enseada de Botafogo e o Aterro do Flamengo se transformaram num verdadeiro inferno, patrocinado pela Universal e com apoio incodicional da prefeitura. É realmente o dia da decisão de não votar nunca mais no atual prefeito..."

Sandra de Fatima Goretkin:
"Absurda a liberação da Enseada de Botafogo para mega evento religioso. A região não tem estrutura para suportar a enorme quantidade de ônibus e de pessoas que se dirigem para o local. Desrespeito com todos os cidadões cariocas, turistas e religiosos envolvidos no evento. A cidade não merecia o caos em que se transformou na tarde de hoje.

Esses eventos deveriam ser dirigidos para espaços que os pudessem suportar. RioCentro?"

Luiz Fernando Lino:
"O trânsito em Botafogo está um inferno. Moro na Rua Eduardo Guinle, estritamente residencial, que virou estacionamento de ônibus. Acontece que no final da rua há uma curva fechada que os ônibus não conseguem fazer sem subir na calçada, o que acaba por engarrafar o trânsito. Não há um só guarda municipal nos cruzamentos desde o Humaitá até a Guilhermina Guinle. Onde estão as auutoridades de trânsito? Cadê o choque de ordem?

Quem autorizou um evento desse porte numa região de difícil escoamento de tráfego? Por que não no Sambódromo, ou no Maracanâ, ou no Engenhão?"

Paulo do Prado Queiroz Filho:
"Não bastando o tumulto ocasionado pelo evento num dia de feriado, em que a população quer tranquilidade, nem ficando dentro de casa é possível escapar de ser prejudicado pelo evento. Moro perto da Praia de Botafogo e há mais de uma hora um helicóptero está parado sobre o bairro, fazendo um barulho ensurdecedor. Deve estar filmando o evento. Haja dinheiro, isso custa muito caro. Estou em casa e não consigo assistir televisão tal o barulho. Onde está o comando aéreo, que permite um absurdo desses? E a prefeitura? A quem se pode reclamar contra isso?"

Eduardo Marques da Silva Junior:
"Esse evento na Praia de Botafogo, com o grande nó no trânsito, é uma grande prova de que não podem ser feitos novamente. A cidade não comporta mais todos esses veículos aglomerados com diversos motoristas de ônibus fechando cruzamentos. Sou taxista, quando é feriado me animo, pois acho que as ruas ficaram livres para poder trabalhar, mas sempre inventam alguma coisa para prejudicar o trânsito."

DMF
22/04/2010 - 09h 04m

Não vou nem fazer comentarios porque senão daqui a pouco vem um monte de ignorantes dizendo que eu vou pro inferno. A culpa não é só da prefeitura não, esse banco, digo "igreja", não podia parar o transito, estacionar ônibus em local proibido etc. A prefeitura tem culpa, mas não vamos esquecer que não foi a prefeitura que alugou sei lá quanto ônibus, parou em local proibido e quebrou leis e desreipeitou os direitos dos outros de ir e vir. Alias, agir contra as regras não é pecado não?

Von Kremer
22/04/2010 - 09h 02m

O estado laico, - não pode permitir que o fanatismo bisonho, - atrapalhe a vida do povo trabalhador ! Urge atenção, - para que não ocarra mais confusão, - que visa ostentação de poder as vesperas de eleições!

6 comentários:

  1. Uai gente o que podemos faazer....não tem lugar que suporte o numero de pessoas da Igreja Universal.
    Mais perai a parada gay reune ai mais que a gente e numguem fala nada....ah bagunça td mundo gosta
    Gente assume e fala que inveja de uma vez
    Eu fui e decidi
    Quasse meio milhao de pessoas em MG!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

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  2. Estão todos falando disso! http://bit.ly/ctkAvZ

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  3. Eu li o seu texto, Raphael, antes de você vir aqui colocar o link. Posso dizer que concordamos com essa abordagem feita a respeito da lambança universal feita ontem.

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  4. eu hem sempre e assim cada vez que uma instituiçao realiza algun evento que nao favorece a emissora global logo ela manipula como sempre os meios de comunicaçao com noticias que nao sao verdadeiras o emissora fraca i mentirosa manipuladora mesquinha essa e a minha opiniao

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  5. Pq as pessoas ñ reclamam qnd é carnaval, reveillon, ou qualquer tipo de outro evento? AHH, sei é pq ñ é do interesse de vc s ñ é mesmo,
    Mas, vou dizer ali tinha gente de varias religiões inclusive catolicos, pessoas essas que foram ali atras de um unico DEUS, e ñ atras de um cantor ou uma igreja, acho q se deveria respeitar isso, pq no carnaval há o maior indice de mortes, estupros, atropelamentos, menores q engravidam, e quem até agora falou em proibir o carnaval ?
    Pimenta nos olhos alheios é refresco...
    Lembremse q vcs estão mexendo c/ uma igreja, e q se fosse sustentada pela mão humana já teria caido ao inves de crescer mais ainda à cada perseguição, ninguem nunca prova as acusações.

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  6. Aqui o chororô é livre, Rafael. Inclusive o seu.

    Eu disse Rafael, não o Raphael Angry Brazilian.

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