Política, cultura e generalidades

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Lula em fim de carreira



Fonte: Coturno Noturno.

A imprensa começa a acordar para o fato de que Lula é um presidente em fim de carreira. Não há um só jornalista político que saiba o nome dos ministros que ele empossou. Não há um só projeto a cobrir até o final do ano. A única coisa que existe para a imprensa é acompanhar com enfado as declarações de Lula e os seus crimes eleitorais, cometidos para eleger uma candidata biônica, que nunca passou pelas urnas e que, segundo os arrogantes desígnios do presidente, deve ser a sua sucessora. Para esta pauta nojenta e sem conteúdo, não precisa tanto repórter político em volta do Lula, pois o site da presidência publica os seus discursos e fotos praticamente em tempo real. É só mandar um "foca" da editoria de Polícia. Lula não é bobo e já percebeu que está deixando de ser manchete, para ser pé de página. Isto atiça a sua raiva contida por anos contra a imprensa e as declarações contra o trabalho dos jornalistas vem subindo gradativamente de tom. O mote é: a imprensa só noticia coisa ruim. Tradução: a imprensa está falando pouco e mal do presidente mais maravilhoso da história deste país. Lula não está acostumado a estar em segundo plano e a sua estratégia é comprar brigas para estar na primeira página. Para isso, morde o cachorro. No fundo, Lula gostaria de estar entre os petistas que chutaram o carro de externa da Rede Globo, na última bagunça da Apeoesp, a quem elogiou ontem pela greve violenta, ao mesmo tempo em que malhava, novamente, os jornalistas e editorialistas. Na hora em que a imprensa aceitar que Lula está em segundo plano e colocá-lo no seu devido lugar, ela vai conhecer o democrata que nunca existiu dentro dele. Ele já começou a se manifestar nas suas declarações contra um dos esteios da democracia, a imprensa livre.

Postado por O EDITOR às 08:06:00

Quantos carros de TV agredidos serão necessários para vermos a queda da petralhada? Essas agressões são muito diferentes daquelas do movimento Diretas Já!, onde simplesmente gritavam O povo não é bobo, abaixo a Rede Globo!, ante a recusa da emissora em cobrir o movimento. Mas ninguém fazia dos carros de reportagem ou de externa saco de pancada.

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