Política, cultura e generalidades

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Chico Xavier – O Filme


Vi o filme Chico Xavier na quarta-feira passada. Como obra cinematográfica, é sensacional e altamente recomendável.

A força de seus personagens é o maior atrativo deste filme. E o personagem mais forte é, obviamente, o protagonista, representado magistralmente por Nelson Xavier (Chico Xavier entre 1969 e 1975), Ângelo Antônio (Chico Xavier entre 1931 e 1959) e Matheus Costa (Chico Xavier entre 1918 e 1922).

O que ficará deste filme será a boa representação de cenas importantes da vida do protagonista, a convicção forte de vários personagens (de Chico e de vários coadjuvantes e mesmo de alguns antagonistas) e a tolerância mútua de dois personagens-chave: o próprio Chico e de seu amigo de infância, Padre Scarzelo (o ator Pedro Paulo Rangel em outra atuação magistral). Dois personagens que se separaram no campo da fé, mas não deixaram de ser amigos por isso. Até a morte do padre, substituído por um dos vários antagonistas do filme: Padre Julio Maria.

Aqui, um parêntese: o ator Cássio Gabus Mendes decepcionou mais uma vez no papel de um antagonista. Sua representação do Padre Julio foi boa, mas às vezes soava caricatural demais, com gritos estridentes, fora de tom e tudo mais. Lembrou muito outra atuação de Cássio, ora magistral, ora caricatural: a do sinistro delegado Fleury do filme Batismo de Sangue.

O filme será lembrado também pela reconstituição fiel de trechos-chave da entrevista ao vivo de Chico dada ao programa Pinga Fogo, da extinta TV Tupi, em 28 de julho de 1971.

Chico Xavier – O Filme se escora inteiramente na trama. A ponto de ter apenas uma cena com efeitos especiais mais elaborados: uma cena em que Chico teria recebido outro espírito, quando o teto da casa onde Chico está se desfaz em imagens surreais e é mostrada a imagem do céu noturno sobre a casa destelhada.

Uma avalanche (beirando a moda) de filmes homenageando Chico Xavier por seu centenário chegará em breve. Virá uma leva de filmes baseados em livros do médium. Mas um aviso: é provável que nenhum deles seja tão bom como este filme de Daniel Filho. Com certeza, o que ajudará este filme em cartaz diante dos outros é que ele é centrado no próprio Chico Xavier, não nos livros que poderão reduzir o alcance dos demais filmes ao âmbito religioso.

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