Política, cultura e generalidades

sábado, 3 de abril de 2010

Chico Xavier derrotará Lula


"Quem quiser me derrotar terá que 'por o pé no barro' e trabalhar mais do que eu" (Lula, em cerimônia de troca de ministros. Fonte: portal do PT)

Completaram-se ontem os 100 anos de nascimento do médium Chico Xavier. Além das inúmeras homenagens da comunidade espírita, ontem também houve a estreia da cinebiografia do médium, falecido (ou desencarnado, sob a ótica espírita) em 30 de junho de 2002.

Não tenho a pretensão de entrar profundamente neste assunto do Chico Xavier. Porque, mesmo respeitando a figura e a doutrina que ele pregava, não acompanhei sua trajetória, e nunca fui praticante do espiritismo. Meu amigo e xará Marcelo é que tem algo mais a dizer a respeito, como ele fez ontem (ai dele se não tivesse feito ontem!): Os 100 anos de Chico Xavier.

Quero aproveitar este espaço para torcer por uma previsão feita por vários cinéfilos: a cinebiografia de Chico Xavier pode se tornar o filme brasileiro de maior bilheteria de 2010. E melhor ainda: o filme deve deixar bem para trás aquela malfadada cinebiografia Lula, o Filho do Brasil, que estreou em janeiro e foi um retumbante fracasso de bilheteria.

É evidente que a cinebiografia do médium tem um potencial de bilheteria muito maior do que o da cavalgadura palaciana. Chico Xavier é uma figura muito querida para milhões de brasileiros. Faz parte daquela galeria de personalidades a ser lembrada como lenda muito além dos seus dias. Ao contrário da figura grotesca do Palácio do Planalto. Por mais que Lula seja ultrapopular e tenha aprovação quase unânime (cerca de 171%), sua figura já torrou a paciência. Tudo que é demais enjoa.

Hoje, só aqueles velhinhos remanescentes do varguismo celebram as datas de aniversário de Getúlio Vargas. Um dia, o mesmo acontecerá com Lula: só alguns velhinhos lulistas ou petistas celebrarão os aniversários do apedeuta (a essa altura, já falecido). Já Chico Xavier continuará a ser lembrado, porque, ao contrário do que os detratores diziam, Chico não era um charlatão, como aqueles falsos bispos que cercam Lula. Chico viveu e desencarnou com o parco patrimônio que pôde juntar com sua única profissão de verdade: a de funcionário público (hoje Lula e a oposição de direita negam o direito de greve aos funcionários públicos). Os livros que Chico escreveu, segundo ele, sob inspiração de espíritos desencarnados, não lhe renderam fortuna. Os direitos autorais foram repassados para obras de caridade.

Lula disse que quem quiser derrota-lo terá que por o pé no barro e trabalhar mais que ele. Talvez os candidatos adversários da candidata biônica não consigam. Mas nos cinemas, Chico Xavier não precisará reencarnar nem enfiar o pé no barro para derrota-lo. Além do mais, Chico já trabalhou em vida muito mais que a cavalgadura palaciana após deixar o torno mecânico.

Eu ainda assistirei a cinebiografia do Chico, provavelmente no cinema. Já a do Lula não assisti no cinema, não alugarei, não comprarei o DVD (nem oficial nem pirata), não assistirei na TV nem baixarei da Internet.

2 comentários:

  1. Exite uma séria diferença entre os dois filmes:

    O filme sobre Chico Xavier, mostra um exemplo de como devemos ser.

    O filme sobre Lula mostra um exemplo de como devemos Não ser.

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  2. Pelo Datafolha, 59% dos brasileiros acreditam em Deus. Isso quer dizer que, se as eleições fossem hoje, Lula seria eleito e Deus ficaria em segundo lugar.

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