Política, cultura e generalidades

terça-feira, 30 de março de 2010

Sobre escândalos no Clero

As cobranças por uma limpeza ética e moral do clero partem de dentro da própria Igreja: alguns bispos, sacerdotes e fiéis. Vários dos padres americanos denunciados foram denunciados por bispos e colegas do sacerdócio.

As cobranças de fora se dividem entre cobranças justas por quem quer ética e moral em todos os campos da sociedade, e entre os interesseiros que veem na Igreja um obstáculo para seus interesses particulares ou grupais, não raramente políticos. Basta um cisco no olho da Igreja para isso virar tora a ser apontada.

Não tem como negar: ou o cardeal Ratzinger (ainda não Papa) ignorou as denúncias (um erro pastoral crasso), ou a burocracia vaticana é tão pesada que as denúncias chegam nas mãos de quem não pode agir.

De qualquer forma, é o tipo de erro pastoral de quem privilegia mais honrarias e política que o zelo pela obra de Deus. O mesmo tipo de erro que possibilita a criação de grupos conservadores extremistas, da Teologia da Libertação, da CPT...

De qualquer forma, o próprio Evangelho já previa que as portas do Inferno não prevalecerão contra a Igreja. O próprio papa Paulo VI disse nos anos 70 que a fumaça do Inferno tinha entrado na Igreja depois do Vaticano II... Mas ela não caiu.

As congregações do Vaticano

O PiG americano diz que as denúncias contra padres ianques foram encaminhadas ao cardeal Ratzinger, na época prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé. Ora, esse era o lugar errado para esse tipo de denúncia. O lugar correto seria a Congregação para o Clero, que orienta a conduta pastoral dos padres e diáconos e investiga desvios de função como esses denunciados. Se fosse um caso de heresia ou blasfêmia pregada ou falada, aí sim seria um caso a ser denunciado para o cardeal Ratzinger. Como o famoso caso do ex-frei brasileiro Leonardo Boff, quando Ratzinger agiu implacavelmente.

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