Política, cultura e generalidades

sexta-feira, 12 de março de 2010

Mais chororô do Lula por causa do PiG

Quem tem autoridade para reclamar do PiG somos nós, os independentes, que não temos filiação partidária nem pretendemos ter.

Eu quero mais é que o PiG e o PT se matem. Quem sabe, das cinzas surja algo realmente que preste, como um fênix.

Fonte: O Globo.

Em conferência, Lula volta a atacar imprensa e diz que editoriais dão voz a 'falsos democratas'

Publicada em 12/03/2010 às 00h04m
Luiza Damé

BRASÍLIA - Na abertura da 2ª Conferência Nacional de Cultura, nesta quinta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva atacou a imprensa, dizendo que os editoriais dos jornais refletem o pensamento de falsos democratas. Lula sugeriu aos participantes da conferência que passem a acompanhar o noticiário de política, especialmente no período eleitoral.

- Comecem a prestar atenção no noticiário. Política e eleição também é cultura. Sobretudo o resultado. Prestem muita atenção, fiquem atentos aos editoriais de jornais. De vez em quando é bom ler para a gente ver o comportamento dos falsos democratas, mas acham que os seus editoriais são a única voz pensante do mundo - afirmou.

Lula sugeriu ainda que os presentes, que lotaram a Sala Villa-Lobos do Teatro Nacional, avaliassem os editoriais de 1953 - quando começou a ser criada a Petrobras. Segundo ele, o argumento contra a criação da estatal era que no Brasil não havia petróleo.

O presidente disse ainda que o ex-ministro Gilberto Gil e o atual ministro da Cultura, Juca Ferreira, apanharam muito porque decidiram descentralizar os recursos culturais, até então concentrados no Centro-Sul, e levar parte para o Norte e o Nordeste. Também afirmou que o ministro de Comunicação Social, Franklin Martins, é visto com curiosidade, porque reduziu os gastos com publicidade oficial nas emissoras de televisão.

Lula disse que a produção do filme Avatar custou US$ 400 milhões, ele teve a maior bilheteria, mas não ganhou o Oscar. Lembrou ainda da produção do filme "Lula, o filho do Brasil". Disse que o produtor Luiz Carlos Barreto pedia desculpas quando negociava patrocínios para o filme e tinha de explicar que não estava recebendo dinheiro público.

O presidente brincou com os participantes, dizendo que eles deveriam ter defendido a emenda constitucional que vincula recursos para a cultura, em tramitação no Congresso, durante o discurso da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff - sinalizando que a proposta não será aprovada no seu governo e que a candidata petista pode sucedê-lo.

A ministra falou antes de Lula e não empolgou a plateia. Como tem acontecido com frequência em seus discursos, Dilma errou o nome do músico Antônio Nóbrega. Chamou-o de André, a plateia corrigiu e ela se justificou:

- Isso é o que dá ler sem óculos. Vou pegar os meus.

Ao falar da opção do governo Lula pela parceria com o movimento cultural, Dilma afirmou que o país vinha de duas experiências frutrantes e incorretas.

- Primeiro, um Estado impositivo, que praticava uma política elitista, restrita, que beneficiava alguns grupos culturais monopolizando os recursos públicos. Depois, um Estado omisso, sem política cultural, que transfere para o mercado as decisões e os recursos. Nos dois casos o que havia era um jogo de cartas marcadas, em que uma pequena parcela do mundo cultural tinha participação. Agora Estado não se impõe nem se omite é um estado parceiro, que impede monopólios e exclusividades - afirmou.

Nenhum comentário:

Postar um comentário