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segunda-feira, 22 de março de 2010

Jobim quer criar 647 novos cargos na Defesa

Mas é só para os companhêro. Não é para os oficiais das Forças Armadas, o que com certeza traria economia na folha de pagamento, já que se aproveitaria mão de obra especializada do próprio quadro de militares concursados e qualificados do Ministério.

Fonte: O Globo.

Publicada em 21/03/2010 às 23h54m
O Globo

BRASÍLIA - O projeto de reestruturação das Forças Armadas, que é parte da Estratégia Nacional de Defesa do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, prevê a criação de 647 novos cargos de confiança na estrutura do Ministério da Defesa. Com o argumento de que as atribuições de sua pasta irão aumentar com os novos "desafios" nessa área, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, encaminhou a Lula, em fevereiro, minuta do decreto com esse aumento do número de cargos. São os chamados Direção e Assessoramento Superior (DAS), vagas de livre escolha do ministro, sem concurso. O pleito de Jobim está sendo analisado na Casa Civil da Presidência da República. É o que mostra a reportagem de Evandro Éboli na edição de O GLOBO desta segunda.

O Ministério da Defesa conta hoje com 931 cargos de DAS. Esses 647 novos postos representam 70% da atual estrutura. Um contingente que representa quase um novo ministério. Na justificativa, Jobim afirma que as atribuições do ministério hoje são outras e serão ainda maiores com a reformulação em curso. O ministro diz ainda que o Ministério da Defesa continua com a mesma estrutura desde que foi criado, há dez anos, considerada insuficiente.

- A atual estrutura está aquém das necessidades criadas pelos desafios atualmente enfrentados pelo Ministério da Defesa essa insuficiência se agravará com o atendimento aos marcos estabelecidos pela Estratégia Nacional de Defesa -, argumenta Nelson Jobim em exposição de motivos enviada a Lula.

Jobim diz ainda que o crescimento dessas obrigações e das atribuições geradas pela Estratégia Nacional de Defesa "acarretarão demandas adicionais à já ultrapassada capacidade de ação do Ministério da Defesa e se torna imperiosa a ampliação da força de trabalho".

O ministro afirma que a reestruturação que pretende implementar é resultado de um profundo estudo feito na Defesa e levou em conta questões estratégicas. Segundo Jobim, é preciso considerar uma "peculiaridade" da pasta em relação a todas as outras da Esplanada: "a convivência de duas vertentes, a institucional, como ministério civil, e a operacional, como condutor das ações militares da Defesa". O objetivo da reestruturação é integrar as ações dessas duas áreas.

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