Política, cultura e generalidades

domingo, 14 de março de 2010

Hillary Clinton orienta o Brasil a considerar legalizar o aborto

Mais uma vez, os yankees se metendo na política brasileira. Isso sempre acaba mal.

Yankees, go home!

Fonte: Notícias Pró-Família.

Hillary Clinton orienta o Brasil a considerar legalizar o aborto

Repete afirmação sem base acerca de visita a hospital brasileiro

Matthew Cullinan Hoffman, correspondente na América Latina

SÃO PAULO, Brasil, 4 de março de 2010 (Notícias Pró-Família) — Hillary Clinton orientou os brasileiros ontem a considerar a legalização do aborto numa entrevista na Universidade Zumbi dos Palmares, em São Paulo. A entrevista foi transmitida via televisão para todos os EUA.

Em resposta a uma pergunta sobre a proibição do aborto no Brasil, apresentada por um dos estudantes, Clinton respondeu dizendo que legalizar o aborto “é algo que precisa ser atentamente analisado por causa do grande efeito que tem nos números de crianças que as mulheres pobres têm que não poderão educar, alimentar de forma apropriada, cuidar, o grande número de mulheres mortas que os abortos ilegais provocam e o problema de mulheres sendo proibidas de exercer tal fundamental direito pessoal”.

O aborto no Brasil é ilegal exceto em caso de estupro. Mais de dois terços dos brasileiros apóiam as leis de seu país proibindo a matança de bebês em gestação, um número que subiu em recentes anos.

A Secretaria de Estado também repetiu uma afirmação polêmica que ela havia feito no ano passado em audiências parlamentares com relação a uma visita que ela supostamente fez a um hospital brasileiro em que as mulheres estavam morrendo de abortos ilegais mal feitos.

“Visitei um hospital aqui no Brasil na década de 1990, e nunca me esquecerei de um dos médicos me dizendo que esse hospital que visitei era um hospital que tinha os melhores sentimentos e os piores sentimentos”, disse Clinton. “E eu disse: ‘O que você quer dizer?’ Ele respondeu: ‘Metade do hospital são mulheres tendo bebês, e elas estão muito felizes. E metade do hospital são mulheres que estão sofrendo de abortos ilegais, e elas estão muito tristes’. Nunca me esquecerei disso”.

As palavras usadas por Clinton foram quase idênticas às que ela proferiu numa audiência na Comissão Parlamentar de Assuntos Externos em abril de 2009, quando ela disse: “Estive em hospitais brasileiros onde metade das mulheres estava com alegria e entusiasmo recebendo seus bebês, e a outra metade estava lutando para sobreviver a abortos mal feitos”.

No entanto, quando questionada pelo jornal National Catholic Register depois da audiência, o Departamento de Estado confessou que não tinha como provar o que Clinton havia dito.

A porta-voz Laura Tischler disse para o Register que ela “estava sem condições de confirmar onde ou quando havia ocorrido a visita mencionada por Clinton em seu testemunho — onde especificamente no Brasil ela estava visitando ou quando a visita havia ocorrido”.

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