Política, cultura e generalidades

segunda-feira, 22 de março de 2010

Galeria do Rock Lado B

Já que a Galeria do Rock original virou locação de novela das 7 e está virando espaço para modismos, que se crie outra "Galeria do Rock".

Eu estive na Galeria do Rock original em novembro passado. Ainda era uma autêntica Galeria do Rock. Mas muita coisa mudou de lá para cá.

Sem contar aquela tentativa de enfiarem uma estátua de Michael Jackson na Galeria do Rock, logo após a morte dele.

Fonte: Jornal da Tarde.

Segunda-feira, 22 março de 2010

VARIEDADES

Galeria do rock lado ‘b’

Com instituto cultural, Nova Barão quer atrair ‘órfãos’ do espaço que faz sucesso na TV

Marcelo Moreira, marcelo.moreira@grupoestado.com.br

Uma feira itinerante de compra, venda e troca de LPs e CDs e jam sessions com músicos famosos uma vez por mês regadas a cerveja gelada. Essas são as primeiras atividades do “instituto cultural informal” formado pelas lojas da Rua Alta da Galeria Nova Barão, no centro de São Paulo.

Enquanto a famosa Galeria do Rock se torna “personagem” da novela Tempos Modernos, da TV Globo, e acentua cada vez mais a sua nova vocação de shopping center de novas tendências de comportamento e moda, as 11 lojas vinis e CDs da Nova Barão começam a se movimentar para transformar o seu espaço na alternativa para os órfãos do rock tradicional.

A ideia da criação de um instituto cultural na Rua Alta não é nova e pode sair formalmente até o final de 2010. Enquanto isso, o casal Kátia Pimentel e Carlos Suárez, da Big Papa Records, e os irmão Cláudio e Márcio Morais, da Art Rock, lideram o movimento para atrair os amantes de música descontentes dos rumos que a Galeria do Rock original, entre as ruas 24 de Maio e São João, tomou em direção ao mundo fashion.

“Fui o primeiro a chegar aqui, há dez anos, e mantenho a loja como um ponto de encontro de amigos que gostam de ouvir um bom rock e tomar cerveja”, diz Cláudio Morais, engenheiro químico psico-pedagogo que toca a Art Rock com irmão Márcio, jornalista e professor. “Em que outro lugar é possível juntar gente legal, com bom gosto, tomar cerveja e ouvir rock progressivo?”

Já Kátia e o norte-americano Suárez, da Big Papa, são os mentores do projeto em si do instituto cultural e os coordenadores da primeira feira itinerante de troca, compra e venda de LPs de São Paulo. Eles ainda promovem sessões de música no interior da loja, que vende gravuras e pinturas de artistas sem espaço para expor seus trabalhos (leia texto abaixo).

Migração

As 11 lojas do bulevar da Rua Alta devem se tornar 13 até o meio do ano. Lojistas tradicionais da Galeria do Rock têm espaços reservados no local, já prevendo a possível decadência da venda de música no tradicional reduto de roqueiros da cidade.

É o caso dos sócios Fausto Mucin e André Mesquita, da Die Hard, especializada em heavy metal e rock clássico. Os dois já compraram uma loja na Nova Barão. “O público atual não tem o mesmo apreço pela música e se contenta com arquivos simples de áudio no computador. E esse é o público atual da Galeria do Rock”, diz Mucin, que não tem data para migrar. “Enquanto der, vamos ficando, mas uma hora teremos de tomar uma decisão. O aluguel na Nova Barão é um terço do que pagamos hoje aqui. Quando o consumo de música for se tornar uma coisa ‘cult’ deveremos ir para lá.”

Embora predominem as lojas especializadas em rock e em venda de vinis, o conceito cultural é mais amplo - pelo menos essa é a ambição de quem trabalha ali. A Big Papa, por exemplo, tem um acervo bastante interessante de CDs e LPs de jazz e música brasileira em geral, atraindo aficionados estrangeiros, como a estudante canadense Sarah Anton, frequentadora assídua das lojas e fã de Gal Costa e Maria Betânia.

“Venho pelo menos duas vezes por mês aqui e sempre encontro o que quero. Agora sou ‘sócio’ da Art Rock”, brinca Celso Capanema, consultor em tecnologia. Ricardo “Cachorrão” Flávio é outro que adora passar tardes de sábado passando por todas as lojas. “Conheço pessoas diferentes, ouço boa música, ensino meu filho a escutar coisa boa e me divirto tomando cerveja. Bom demais.

4 comentários:

  1. Pois é, Xará. Não existe o rock comercial e o rock alternativo? Pois é! Agora exiete a galeria alternativa do rock. Ou a galeria do rock alternativa (não é erro - o adjetivo concorda com "galeria").

    Torçamos que os produtos na alternativa sejam mais baratos. Com a Rede Globalizante na galeria "oficial", os produtos prometem inflacionar.

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  2. Pois é, Xará. Não existe o rock comercial e o rock alternativo? Pois é! Agora exiete a galeria alternativa do rock. Ou a galeria do rock alternativa (não é erro - o adjetivo concorda com "galeria").

    Torçamos que os produtos na alternativa sejam mais baratos. Com a Rede Globalizante na galeria "oficial", os produtos prometem inflacionar.

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  3. Estive por lá esses dias. Realmente o número de lojas de discos e CD's diminuiu drasticamente. Hoje o que se vê mais são lojas de roupas e calçados para gente que preza mais o visual do que a música.

    Ainda tem boas lojas onde podemos encontrar titulos fora de catálogo e importados e bons preços de lançamentos. Para os amantes da musica ainda é válido ir a galeria, mas até quando?

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  4. Se bem que eu gostava muito de ver a Galeria do Rock naquele seriado Aline, que era uma coisa alternativa dentro da grade da TV Globo. Mas aí veio a nova novela das 7, e a coisa caiu de uma vez só.

    Tomara que a Pipo & Rico Records (do seriado Aline) se mude para a nova galeria do rock. Mas aí a equipe global teria que deixar de usar a respeitável Baratos Afins como locação.

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