Política, cultura e generalidades

domingo, 7 de março de 2010

Folha responde ao PT

PT

Outro dia, eu fui expulso de uma lista de discussão do Yahoogrupos porque disse que não iria fazer campanha para o Serra nem deixar de ter restrições à sua candidatura. Mas sei lá por quê cargas d'água os caras me readmitiram. Só que não escreverei mais nada para aquela lista, e não mudarei uma vírgula do meu posicionamento sobre o pré-candidato tucano.

Hoje recebi do grupo o editorial da Folha de São Paulo, jornal que simplesmente não leio e muito menos compro.

Mas vale pra fazer os esquerdistas terem outro pití daqueles!

Fonte: Contra o coro dos contentes.

Editorial da Folha de São Paulo recupera dignidade perdida do jornal

A Folha de São Paulo tem se mostrado tão amigável com o (des)governo Lula e com os petistas que, no Fórum Democracia e Liberdade de Expressão, a plateia perguntou ao Otávio Frias Filho porque havia tantos comunistas na empresa. Claro ele desconversou, visivelmente sem graça.

Hoje, contudo, a Folha publica um editorial de lavar a alma e recupera um pouco sua dignidade perdida. Transcrevo abaixo. Aproveito também para deixar vídeo de protesto de pessoas que foram lesadas pela Bancoop, mais uma das falcatruas da máfia petista que voltou agora à tona.



Fonte: Yahoogrupos.

Editorial do jornal FOLHA DE S. PAULO deste domingo, dia 07 de março de 2010

Vítima farsesca

Com tese de que a "mídia" o persegue, PT mantém figurino autoritário e se faz de injustiçado para encobrir falência moral

O TRUQUE é velho, e sua repetição só indica o hábito petista de afetar ares de pureza em meio ao pragmatismo mais inescrupuloso. Em documento oficial, a Executiva Nacional do PT reeditou, quinta-feira, a tese de que há uma "guerra de extermínio" contra o partido. Posteriormente, amenizou os termos. A promover tal "guerra" estariam "amplos setores do empresariado, particularmente a mídia".

Mídia, no jargão corrente, significa todo jornal ou empresa de comunicação que não defenda figuras notórias do partido.

Como, por exemplo, o ex-ministro José Dirceu, beneficiário de uma contribuição de R$ 620 mil pela assessoria prestada a um grupo com interesse na reativação da Telebrás. Ou como os mensaleiros denunciados por quem era então aliado do governo, o deputado Roberto Jefferson; ou ainda os "aloprados" -- termo que o presidente Lula foi o primeiro, aliás, a empregar -- da campanha eleitoral de 2006. Como, também, aquele assessor de um deputado petista, que foi preso ao tentar embarcar num avião com cerca de U$ 100 mil dólares na cueca.

Aliás, se noticiar esse sistema de transportar dinheiro sonante fosse sinal de "guerra de extermínio", seria agora o DEM, e não o PT, a principal vítima de uma suposta conspiração.

Mas nem mesmo os sequazes do governador Arruda arriscaram-se a ir tão longe no cinismo. É que a capacidade petista para a mentira tem origens diferentes, e mais antigas, do que a simples charamela lacrimosa dos espertalhões de voo curto.

Pois o PT, no clássico figurino stalinista, sempre pode dar uma interpretação "de classe" às críticas que venha a merecer. Como o partido se julga o representante místico dos "trabalhadores" , o financiamento escuso que receba de empreiteiras, as alterações legais casuísticas que promova em favor de uma empresa de telecomunicaçã o, não representarão escândalo jamais.

Ao contrário: aliar-se financeiramente a "setores do empresariado" que vivem à sombra das benesses do governo, e aliar-se politicamente à escória do Legislativo brasileiro, torna-se um sinal de esperteza política na linha dos fins justificam os meios.

Autoabsolvido pelo venerável espírito hegeliano-marxista da História, o petismo pode fazer tudo o que condenava em seus adversários, e apresentar-se ainda assim como detentor das virtudes mais cristalinas.

Quem apontar a farsa será tachado de inimigo dos trabalhadores -e, na tese de uma imaginária "guerra de extermínio", o PT mostra apenas a sua própria tentação totalitária.

Nessa lógica, que não admite críticas, faz-se de perseguido aquele que se apronta para perseguir; faz-se de vítima quem pretende ser algoz; faz-se de democrata o censor, de honesto o corrupto, de inocente o bandido. O PT perdeu a moral que tantas vezes ostentava quando na oposição. Perdeu a moral, mas não perde o autoritarismo, a mendacidade* e a arrogância.

*Mendacidade = qualidade de quem é mendaz, ou seja, mentiroso, hipócrita, falso, traiçoeiro, desleal, pérfido...

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