Política, cultura e generalidades

segunda-feira, 22 de março de 2010

Chávez: “A internet é uma trincheira”

Pela primeira vez, concordo com alguma coisa dita por Hugo Chávez. Mas é claro que o rei dos pitís bolivarianos dará outro pití quando descobrir este blog, aqui.

Fonte: Estadão.

Chávez: “A internet é uma trincheira”

21 de março de 2010 19h46
Por Reuters

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, negou neste domingo que planeja censurar ou limitar a Internet na Venezuela, dizendo que o uso da Web aumentou mais de nove vezes durante seu mandato, que já superou uma década.

O líder esquerdista pediu há uma semana maior controle sobre a internet, causando protestos da oposição e de grupos que defendem a liberdade de informação. Alguns críticos disseram que ele planeja realizar controles similares aos praticados pelos aliados Cuba, China e Irã.

Mas Chávez, discursando em seu programa televisivo semanal “Aló Presidente!”, negou as acusações e disse que estava meramente pedindo controles sobre o uso ilegal da Web, similares aos de outras nações que combatem o crime cibernético.

O número de assinantes de internet aumentou de 274 mil em 2000 para 585 mil no final de 2009, disse Chávez, enquanto o número de usuários cresceu mais de nove vezes no mesmo período, de 820 mil para 7,5 milhões.

“Ninguém menciona isso. Ao contrário, as notícias voam pelo mundo dizendo que vamos acabar com a Internet, que vamos restringir o serviço”, afirmou Chávez durante uma cerimônia para inaugurar um serviço de Web livre para uma comunidade. “É mentira, claro.”

Chávez disse que um recente noticiário sobre a morte de dois aliados e os pedidos para um golpe contra ele foram os fatos que instigaram sua preocupação sobre o uso da internet na Venezuela.

Um usuário do site de notícias Noticierodigital disse incorretamente neste mês que um importante ministro tinha sido assassinado, fazendo alguns outros sites da Venezuela bloquearem comentários de leitores e aumentarem o controle interno.

No polarizado ambiente político venezuelano, os inimigos de Chávez se voltam cada vez mais para os sites de relacionamento para organizar protestos e outras atividades da oposição.

“A internet é uma trincheira na luta, porque há uma conspiração atualmente se construindo. É como se eles tivessem uma arma, um canhão”, afirmou Chávez.

Chávez pediu aos seus partidários que se tornem, também, “soldados” na internet.

O fechamento de algumas emissoras de rádio por parte do presidente, a recusa de renovar a licença do canal de televisão RCTV e a pressão sobre outra rede pró-oposição, a Globovision, são provas de que o presidente quer abafar as críticas, segundo especialistas.

Eles afirmam que essas atitudes são parte de uma corrente das práticas ditatoriais de Chávez, que substituiu Fidel Castro, de Cuba, como o maior crítico dos Estados Unidos na América Latina.

Fonte: JB.

Chávez nega que seu governo vá "acabar com a Internet" na Venezuela

Agência AFP

CARACAS - O presidente Hugo Chávez disse neste domingo que é "falso" que seu governo pretenda "acabar" ou "controlar" o uso da internet na Venezuela, reiterando, no entanto, que existem "correntes que conspiram" na rede para dar um "golpe" de Estado.

"Corre o mundo a notícia falsa, segundo a qual por aqui vamos acabar com a Internet, que estamos limitando, que vamos controlar", afirmou Chávez no programa de rádio e televisão 'Alô Presidente'.

"Aqui o uso da Internet é lei", continuou.

Mas a rede é um "trincheira" a partir da qual "foram dados golpes de Estado", afirmou Chávez.

"Correm por aí, pela Internet, não sei em quantas páginas, blogs (...), as correntes da conspiração (...) Agora, o povo pega a Internet e é contra a contrarrevolução", assinaou.

Chávez relançou o "projeto Infocentro", um programa social de "alfabetização tecnológica" e de acesso gratuito à Internet.

"Isto é como uma trincheira, um fuzil. Temos que estar preparados", acrescentou.

No último sábado, Chávez criticou o site Noticiero Digital por divulgar informação "falsa" sobre o assassinato de um ministro, um fato que qualificou de "crime", apesar de o veículo ter argumentado que se tratava de um comentário dos leitores.

A rede "não pode ser algo livre onde se diz e se faz o que quer", disse Chávez. "Cada país tem que colocar suas regras", declarou, pedindo apoio à Procuradoria.

Dois dias mais tarde, a procuradora geral Luisa Ortega declarou que a Internet "não pode ser um território sem lei" e completou que cabe à Assembleia Nacional (Parlamento) legislar sobre o tema.

Na terça-feira desta semana, o Parlamento, dominado pelo chavismo, aprovou a criação de uma comissão que investigará e aplicará sanções contra as páginas web que "usarem a Internet de forma indevida e antiética".

Por enquanto, não existe no Parlamento um projeto de lei sobre o tema, segundo o deputado Manuel Villalba, presidente da comissão de Meios de Comunicação da Câmara.

No entanto, não está descartada a hipótese de as circunstâncias atuais abrirem a porta para a elaboração de uma norma "sempre e quando o povo pedir", explicou o deputado.

15:14 - 21/03/2010

Nenhum comentário:

Postar um comentário