Política, cultura e generalidades

quarta-feira, 24 de março de 2010

A cara do bipartidarismo brasileiro

Romero Jucá é a cara desse nefasto projeto de bipartidarismo comandado pelo PT e pelo PSDB.

Fonte: Adriana Vasconcelos.

Enviado por Adriana Vasconcelos - 23.3.2010 15h06m

O eterno líder do governo

Mais uma vez o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), entrou em cena para consertar um escorregão da base aliada, que na semana passada cochilou mais uma vez e permitiu a aprovação da convocação do tesoureiro nacional do PT, João Vaccari Neto, na CPI das ONGs.

Enquanto parlamentares petistas se preparavam para revidar a ação da oposição, apresentando outros requerimentos de convocação para constranger o
DEM e o PSDB, Jucá preferiu cortar o mal pela raiz.

Em vez em alimentar uma nova batalha sangrenta entre governo e oposição, o que poderia atrapalhar sua articulação para garantir a votação dos projetos do pré-sal, Jucá está propondo a rejeição da ata da sessão da CPI das ONGs que aprovou a convocação de Vaccari.

A estratégia de Jucá é simples, mas poderá ser muito mais eficaz que a preparada por petistas, na medida em ajudará a enterrar mais uma vez a moribunda CPI das ONGs.

É por essas e outras que Jucá conseguiu o posto de líder do governo do ex-presidente
Fernando Henrique Cardoso, o mesmo cargo que ele ocupa agora no governo Lula.

Aliás, foi Jucá quem garantiu no mês passado que a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado voltasse atrás na convocação da ministra-chefe da Casa Civil e pré-candidata petista à sucessão presidencial,
Dilma Rousseff.

Isso após um vacilo da base governista, que permitiu que a oposição convocasse a ministra para explicar o Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH).

Ninguém se espante se Jucá permanecer no posto de líder do governo no Senado no próximo ano, seja quem for o candidato eleito.

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