Política, cultura e generalidades

sábado, 27 de março de 2010

Bento XVI e o PiG

Agora que todo mundo já fez frevo por conta desse assunto que tenta ligar Bento XVI a escândalos de pedofilia (Vaticano condena alegação de que papa não agiu em caso de pedofilia, Bispos defendem Bento XVI em meio a novos escândalos de pedofilia na Igreja, mas pedem medidas urgentes e Pedofilia : o Papa foi "atingido bem no fundo", diz bispo francês), também farei o meu.

Essa discusseira toda é inútil. Quem gosta do Papa terá mais motivos para gostar dele. O credo católico valoriza o martírio acima de tudo. Quem sempre odiou o Papa terá mais desculpas para continuar odiando. O mesmo vale com relação à própria Igreja, o credo católico ou qualquer outro credo ou agremiação afim, seja uma corporação concorrente (uma igreja protestante, por exemplo) ou alguma organização não cristã.

O que me impressiona é que denúncias envolvendo padres traidores da Igreja e do Evangelho ocorrem em qualquer época, e devem ser feitas mesmo. Mas ataques ao Papa e à Igreja na Quaresma e na Semana Santa viraram uma rotina suspeita, independente do mérito ou da falta de mérito. Todo ano tem.

E essa agora do New York Times me parece mais uma do PiG, que nós brasileiros conhecemos bem. Mas para tristeza do PiG, não passa na cabeça de ninguém que tropas militares invadam o Vaticano para dar um Golpe de Estado no Papa, como já foi feito com outros chefes de Estado e de Governo na América Latina.

Se querem fazer alguma crítica à atuação pastoral do Papa, não o façam por coisas que ele não fez mas que nem se sabe se ele podia fazer. Façam por algo que ele comprovadamente pode ainda fazer mas não fez ainda. Como não ter feito ainda uma intervenção ou mesmo a dissolução da CNBB, por conta dos fatos descritos em carta para a Congregação para a Doutrina da Fé.

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