Política, cultura e generalidades

domingo, 14 de março de 2010

Altamiro, os petistas e o promotor


Há algum tempo atrás, um amigo me indicou a leitura do blog de Altamiro Borges, que se autoafirma "uma trincheira na luta contra a ditadura midiática".

Trincheira na luta contra a ditadura midiática somos nós, os blogs independentes dos partidos, como este blog, O Kylocyclo e outros. Uma independência que me custou a expulsão de uma lista de discussão que descobri ser uma lista de partidários da candidatura presidencial de José Serra.

O blog do Altamiro é tão somente mais um blog ideológico, um PiG às avessas (Partido da Imprensa Governista), sempre pronto a realçar os podres da direita e do PiG, e esconder os podres do Governo e da esquerda. Eu não me presto a esse papelão.

Mas eu continuarei acompanhando o blog do Altamiro. Ele também continuará na lista de blogs daqui. Como mais uma prova de que este é mesmo um País de Tolos.

Quanto ao promotor a quem me refiro, trata-se daquele promotor que deu os dados que serviram de base à matéria de capa da Veja da semana passada, sobre o Bancoop. O texto de Altamiro sobre o promotor é esse:

Quanto ao promotor José Carlos Blat, fonte primaria das ilações da Veja, o PT poderia anexar ao processo velhas denúncias da própria revista contra o sinistro sujeito. Entre os manjados padrões de manipulação da mídia, um dos principais é realçar o que interessa e ocultar o que não serve no momento. Neste caso, a Veja preferiu esconder as denúncias que já fez contra o promotor – que revelou recentemente suas pretensões políticas. “Estou pensando em me candidatar a deputado”.

Fonte primária é bastante suspeita

A revista sabe que Blat é um elemento suspeito. Quando integrou o Grupo de Atuação Especial e Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), ele foi acusado de tentar se livrar de multas do Detran e de proteger suspeitos de corrupção. Em 2004, Blat inclusive foi afastado do órgão. Na ocasião, a Corregedoria do Ministério Público apontou vários indícios de crimes: uso de veículo e pessoal da Gaeco para interesses pessoas; negociar com um delegado a liberação do seu pai, preso em flagrante por armazenar bens roubados; abuso de autoridade e enriquecimento ilícito.

Ele também foi acusado de beneficiar o contrabandista chinês Law Kin Chong. Em 2002, quando atuou na força-tarefa antipirataria, focou a investigação nos pequenos contrabandistas, livrando o chefe da máfia. A advogada do contrabandista costumava visitar Blat no Gaeco. A Corregedoria descobriu ainda que ele morou num apartamento de Alfredo Parisi, condenado por bancar o jogo do bicho. Antes de virar promotor, ele foi sócio do filho de Ivo Noal, outro banqueiro do bicho, numa loja de conveniência. Esta é a fonte privilegiada da Veja, da
TV Globo e dos jornalões.

Ou seja: para Altamiro, tem que ser santo para poder denunciar o PT e o Governo. Sabemos que a Veja não é santa, e nem o promotor. Mas, na ótica do esquerdista Altamiro, só os anjos e santos é que tem autoridade para descerem do céu e denunciar que a esquerda no poder repete a mesma bandalheira da direita, pormenorizando cada detalhe da roubalheira.

Em resposta, mandei hoje para Altamiro um texto de Carlos Chagas (um nacionalista e pedetista histórico, nunca um direitista) publicado hoje num jornal (hoje apenas online) que sob Hélio Fernandes nunca foi do PiG: a Tribuna da Imprensa.

EM VEZ DE INVESTIGAR…

O que faz o PT, em vez de investigar as denúncias que envolvem lambanças na Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo, atingindo o atual tesoureiro do partido, João Vaccari Neto? Simplesmente, quer punir o mensageiro que trouxe a má notícia, no caso, o promotor José Carlos Blat.

Os companheiros representaram na Justiça contra o representante do Ministério Público, acusando-o de parcial e injusto. Conseguiram, também, em aliança com o
PMDB, impedir a convocação do promotor para uma audiência pública no Senado, quando teria oportunidade de explicar sua ação. Numa palavra, o PT quer abafar mais esse episódio com aparência de corrupção explícita.

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