Política, cultura e generalidades

quarta-feira, 31 de março de 2010

Admirável executiva da Folha assume papel oposicionista

Parabéns à executiva da Folha de São Paulo. É melhor ser sincera do que assumir uma imparcialidade que não existe.

Mas depois não reclame da vingança dos governistas.

Também gostei da observação de que a oposição no Brasil está fragilizada. Prefiro dizer que ela não existe. Ou se existe, é uma piada de mau gosto. Faltam políticos e partidos assumidamente direitistas. Faltam políticos e partidos assumidamente conservadores. Faltam políticos e partidos assumidamente neoliberais. E políticos que não sejam necessariamente as três coisas ao mesmo tempo.

O que temos hoje é um bando de esquerdistas e um bando de direitistas, neoliberais, pseudodireitistas e pseudoconservadores querendo exercer o poder pela direita com discurso progressista, para obter o voto de esquerdistas e o voto de eleitores conservadores não assumidos.

E são esses eleitores conservadores a maioria absoluta do eleitorado brasileiro. São eles que decidem todas as eleições, dos vereadores ao presidente da República.

Fonte: CMI Brasil.

Somos, sim, partido político e daí? - confessa uma executiva da Folha

Por Gilson Sampaio 31/03/2010 às 20:51

FINALMENTE O PIG CONFESSOU QUE É O PIG

Enfim, o PIG assume Que é o PIG.

Mídia venal assume vocação golpista.

Jogo aberto. A mídia venal arranca a máscara, rasga a fantasia e assume sua identidade golpista.

Terá sido um deslize da madama presidente da ANJ e empregada da foia ditabranda?

Lembremo-nos do golpe frustrado na Venezuela e preparemo-nos para tudo.

- A liberdade de imprensa é um bem maior que não deve ser limitado. A esse direito geral, o contraponto é sempre a questão da responsabilidade dos meios de comunicação. E, obviamente, esses meios de comunicação estão fazendo de fato a posição oposicionista deste país, já que a oposição está profundamente fragilizada. E esse papel de oposição, de investigação, sem dúvida nenhuma incomoda sobremaneira o governo [Lula].

A declaração franca e sincera partiu da executiva do grupo Folhas e presidente da ANJ (Associação Nacional dos Jornais), Maria Judith Brito. A inconfidência se deu no dia 18 de março último em reunião na sede da Fecomércio, no Rio, e contou com o testemunho de jornalistas e dirigentes das entidades de imprensa, Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e TV) e Aner (Associação Nacional dos Editores de Revistas).

O que a presidente da ANJ admitiu é precisamente o que este blog DG repete desde que veio ao mundo, cinco anos atrás: a mídia brasileira é o grande partido político de oposição no Brasil, face à opacidade dos partidos tradicionais e seus líderes. Esse fato não seria tão grave, se a própria mídia admitisse a condição de partido político de oposição.

Mas na prática não é o que se vê, a grande imprensa insiste em representar o (falso) papel de protagonista da isenção política e da neutralidade ideológica.

Com a confissão de Judith Brito (a rigor, uma trapalhada política imperdoável, se vista sob o prisma de interesses da direita) a conversa sai do território do cinismo e começa a adentrar uma área de menos fricção e mais sinceridade, por parte dos donos e executivos da mídia brasuca.

Agora, só resta aos afiliados e associados da ANJ reproduzirem em editoriais altissonantes a admissão tardia de sua liderança maior. Acho difícil que isso aconteça, mas de qualquer forma fica o registro (indelével) para a posteridade.

As palavras de Judith Brito estão gravadas no bronze incorruptível da nossa memória. (Retórica à moda de Gaspar da Silveira Martins, líder maragato guasca.)

Fonte: Diário Guache

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