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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Servidora é acusada de usar dinheiro de cestas básicas para comprar picanha e cerveja

Fonte: O Globo.

SP: Servidora é acusada de usar dinheiro de cestas básicas para comprar picanha e cerveja

Publicada em 26/02/2010 às 07h41m
TV TEM

SÃO PAULO - A polícia de Chavantes, município a 346 km da capital paulista, investiga o caso de uma funcionária da secretaria de Assistência Social que teria desviado verba para a compra de cestas básicas para famílias carentes. Carina Aparecida Martins teria usado o dinheiro para comprar produtos para a sua própria casa, como picanha, pão de alho, biscoitos recheados e até isotônicos.

Os produtos constam em notas e cupons fiscais que foram emitidos por três supermercados da cidade em nome da Prefeitura de Chavantes. As compras teriam sido feitas por Carina entre os meses de outubro e dezembro do ano passado. Nos cupons consta até a compra de cerveja com a verba destinada à aquisição de cestas básicas para famílias pobres. Algumas das notas foram assinadas pela assessora.

Um funcionário de um supermercado da cidade atendeu a assessora durante uma compra e achou estranha a lista apresentada por ela.

- As festinhas dentro da secretaria eram constantes, eram rachados entre eles. Diziam que tinha bolinho, festinha? Quem pagava isso? A gente está chegando a conclusão que todo mundo tem culpa lá - reclama o homem, que prefere não se identificar.

A funcionária, que ocupava um cargo de confiança na secretaria, foi exonerada pela Prefeitura. Uma sindicância foi aberta e vai apurar se outros funcionários também estariam envolvidos na possível fraude.

A equipe de reportagem da afiliada da TV Globo na cidade tentou falar com a ex-funcionária. Na residência onde mora, a equipe foi informada de que ela não estava em casa e que havia esquecido o celular. Nas ruas, os moradores estão indignados com o caso.

Segundo a prefeitura, a distribuição de cestas básicas não foi afetada. A polícia investiga quanto teria sido desviado em produtos pagos com verba do município. O delegado já sabe que só com a compra de picanha foram gastos mais de R$1 mil.

Caso se comprove a denúncia, a ex- assessora poderá ser indiciada pelo crime de peculato - que é quando o funcionário se apropria de dinheiro ou qualquer outro bem público. A pena varia de 2 a 12 anos de reclusão.

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