Política, cultura e generalidades

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Resposta para "PNDH ou não-PNDH - Eis a questão"

Resposta para o amigo Alexandre Figueiredo, do blog O Kylocyclo:

Eu sabia que esse malfadado PDNH-3 iria causar um rebuliço. Mas é para isso que ele foi criado. E cumpriu seu propósito. Tudo tem um propósito, já dizia o Sr. Smith de Matrix.

Ao meu ver, há leis naturais que deve nortear os DH, Direitos Humanos. Vários líderes políticos e figuras notórias da história da Humanidade ditaram as leis naturais. Diratam, não criaram, pois já existiam antes. Os líderes religiosos são pródigos em citar essas leis naturais. Como Jesus de Nazaré, que citou o "amai o próximo como a si mesmo". E tem também aquele ditado que também é adequado: "seu direito acaba quando começa o direito do outro".

Eu digo que cada um merece seu espaço, e deve respeitar o espaço do outro. O direito à vida é o mais inviolável direito humano de todos. Assassinatos e "justiçamentos" não devem ser tolerados, por mais pretensamente "nobres" que sejam os motivos, desculpas ou justificativas.

Esse PNDH-3 é tão cretino que atira para todos os lados, para ver se acerta em algum. Como eu tenho mais o que fazer (agora mesmo estou em tratamento de uma tendinite que me incomoda muito), não tive tempo até hoje para ler essa autêntica Polaca na íntegra. Portanto, usarei a sua postagem e a minha anterior com o texto do PCO para dissecar alguns pontos.

Aborto: é assassinato de alguém que não pode se defender. Ponto.

Reintegração de posse de terras ocupadas por sem-terra: se são terras destinadas à Reforma Agrária, não há de se falar em reintegração. Se não são da Reforma Agrária, que sejam reintegradas. Desde que não usem os jagunços armados (vide Eldorado dos Carajás) contra os pobres coitados que vivem embaixo da lona preta, enquanto os proprietários de terras continuam no bem bom e os dirigentes dos sem terra vivem hospedados em hotéis a quilômetros de distância em contato permanente com os aliados do Governo em Brasília.

Concessões de rádio e de televisão: os conselhos que devem ser criados para motitorar o que as emissoras transmitem devem ser compostos pelos próprios ouvintes e telespectadores das emissoras. Se já tivéssemos esses conselhos, não teríamos o fim da Federal AM, da JB AM, da Opus 90, da Nacional FM, da Fluminense FM, da Alvorada FM, da Eldo Pop, da RPC, da Imprensa FM, da Cidade FM, da Antena 1 RJ, da Tropical FM RJ e de tantas outras emissoras. Como está hoje (duopólio do PiG e da mídia chapa branca) não pode ficar. Conselho dominado por qualquer Governo que seja (seja da esquerda ou da direita) é convite à ditadura.

Comissão da Verdade: o parecer varia muito da conveniência política de cada um. Eu que sou um cimista convicto não vou me meter nesse vespeiro. Deixo os direitistas e os esquerdistas se estropiarem na arena de gladiadores, pra ver se da carnificina sai algo que preste.

Enfim, falta muito para que eu venha a apoiar essa Polaca. Não apoio o PNDH-3 por má vontade. É que como seus formuladores querem que o apoiemos integramente, eu prefiro rejeita-lo de todo, e apoiar apenas alguns pontos que já eram propostas de setores da sociedade bem antes do PNDH-1, do PNDH-2 e do PNDH-3.

2 comentários:

  1. Legal, Marcelo, compreendo sua visão. Você pelo menos mostrou alternativas ao PNDH. Eu louvei a ideia, até apoio o plano, mas também estou com os pés no chão. O risco do plano ser usado politicamente existe, e se as demais instituições e estratos sociais que debateram o plano consentirem desse risco, então o projeto perde sua validade.

    Pelo menos você mostrou propostas. Mostrou outros meios, outras ideias. Sou esquerdista, mas respeito pessoas cimistas ou até direitistas que tenham uma visão de mundo mais realista, do que esquerdistas que só querem militância a qualquer preço.

    O meu tópico, a que você se refere, é uma questão em aberto. Não fechei questões e nem expressei uma visão definitiva. A questão é complexa, por isso o tópico que eu fiz foi mais para estimular debates, discussões. Para perguntar aos outros sobre o assunto dos Direitos Humanos.

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  2. Eu também não fecho questão em rejeitar definitivamente qualquer projeto que diga respeito aos DH. O PNDH-3 tem muito que ser debatido ainda. Ele precisaria ser referendado numa votação envolvendo todo o colégio eleitoral, não aprovado por entidades representativas, por mais que elas tenham a pretensão de representar toda a sociedade.

    Por enquanto, fico contrário ao PNDH-3. Fico com as leis naturais que regulam os DH desde sempre.

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