Política, cultura e generalidades

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Órfão do rádio

Eu já estou de saco cheio desse dial carioca. Estou tomando ódio de rádio. Se a coisa feder ainda mais, posso até acabar com o TRIBUTO. Deixo essa merda de rádio carioca para os otários tipo... Ah, deixa pra lá.

Rádio virou algo que eu gostava quando ainda era ingênuo e jovem o suficiente para tal. Hoje, francamente, não tenho nem idade, nem paciência, nem saúde nem ingenuidade para gostar de algo tão torpe e apodrecido.

E não há ninguém que me dê esperança de dias melhores para o dial carioca. Nem os ouvintes, classe de otários que ouvem diariamente os dejetos que são arremessados diariamente nas latrinas, digo, nos ouvidos. Nem os patrões, classe de víboras que faz do rádio reflexo de suas mentes reacionárias e destituídas de qualquer senso de decência. Nem os radialistas, classe de cabeças ocas sem criatividade que só fazem jogar no ar o que lhes sopram nos ouvidos, em troca da ração mensal no fim do mês.

Como veem, não sou órfão nem viúvo de rádio alguma. Sou órfão do rádio como tal. Quero ver aparecer alguém para dizer que há esperanças nesse veículo ridículo que virou o rádio.

Publicado originalmente no Tributo ao Rádio do Rio de Janeiro.

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