Política, cultura e generalidades

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Nepotismo e pedofilia rebaixam Viradouro para a Série A

Não posso conceber que um pai submeta a própria filha de 7 anos a certos constrangimentos. A posição de rainha de bateria de escola de samba é tradicionalmente ocupada por mulheres adultas em trajes sumários (geralmente, apenas um tapa-sexo ou pouco mais que isso, um adereço nas costas e sandálias de salto alto, além de um sutiã nem sempre presente). Dizem que é para animar os ritmistas. Colocar uma criança nesta posição (mesmo em trajes infantis bem comportados) fica parecendo pedofilia.

E o presidente da Viradouro ainda pratica nepotismo.

O samba-enredo da Viradouro deveria ter sido Nepotismo e Pedofilia.

Fonte: O Dia.

17.02.10 às 17h48 > Atualizado em 17.02.10 às 19h24

Presidente da Viradouro: 'Foi uma injustiça, eles são uns pilantras'

POR AMANDA PINHEIRO

Rio - O presidente da Viradouro, Marco Lira, deixou a Cidade do Samba antes de terminar a apuração dos votos, nesta quarta-feira. Acompanhado da esposa Mônica Lira e toda a comissão que representava a Escola na apuração, o presidente ficou revoltado com a baixa pontuação da agremiação, que ficou em último lugar e desceu para o Grupo de Acesso.

"Foi uma injustiça. Eles são uns pilantras. Foi desonesto porque colocamos nove carros na Avenida e mais de 3.200 componentes. Já estava tudo armado para a Viradouro cair. Não é justo porque são problemas pessoais e a Escola está sofrendo preconceito", disse o presidente, que ao ir embora acenou para a torcida da Unidos da Tijuca fazendo sinal de positivo.

A Escola polemizou ao levar para a Avenida a pequena Júlia Lira, filha do presidente da agremiação, Marco Lira, como rainha de bateria. A menina de 7 anos chegou a chorar na Sapucaí devido ao assédio da imprensa. "Não é uma coisa forçada ou imposta. Ela se identifica... Foi uma coisa bem espontânea", disse Marco na madrugada de segunda-feira, após a apresentação da escola.

Além da polêmica gerada em torno da menina, o samba-enredo "México, o Paraíso das Cores, sob o Signo do Sol" não empolgou os foliões no Sambódromo.

O único êxito da Viradouro no Grupo Especial do Rio de Janeiro foi em 1997, quando o Carnavalesco Joãsinho Trinta, afastado da Beija-Flor, levou à Sapucaí o samba-enredo "Trevas! Luz! A explosão do universo", abusando do jogo de cores e compassos na bateria em ritmo de funk.

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