Política, cultura e generalidades

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Na disputa pelo Senado, apenas Crivella aparece como favorito

Marcelo Crivella
Fonte: O Dia.

Luta dura pelo Senado
Na disputa pelo Senado, apenas Crivella aparece como favorito

Wilson Diniz - Professor e economista

Rio - A eleição deste ano no Estado do Rio de Janeiro é muito complexa em função do número de candidatos que pretendem disputar as duas vagas para o Senado. Depois que o prefeito de Nova Iguaçu, Linderberg Farias, jogou a tolha desistindo da candidatura ao governo do estado, por pressão dos acordos políticos entre o presidente Lula e o governador Sérgio Cabral, o cenário para conquistar uma das vagas é extremamente difícil.

A situação da ex-governadora Benedita da Silva é delicada, com ou sem a entrada de Lindberg no páreo. O prefeito sabe fazer campanha de rua, tem votos da Baixada Flumimense à Zona Sul. Já a ex-governadora carrega como legado não ter pagado o décimo terceiro salários dos funcionários e ainda ter sido demitida do Ministério de Assistência Social pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O bispo Marcelo Crivella, segundo as pesquisas de intenções de votos, deve se reeleger, pois mantém nicho cativo de eleitores do segmento dos evangélicos da Igreja Universal do Reino de Deus e o apoio do sistema Record de televisão. Nas últimas eleições, o bispo conquistou em média 17% dos votos, percentual suficiente para garantir a sua reeleição ao Senado.

O deputado Jorge Picciani, alavancado com os votos do interior, a máquina do governo, a da prefeitura do Rio e o apoio dos prefeitos da Baixada, pode até surpreender, enquanto o ex-prefeito Cesar Maia terá dificuldades em se eleger com os votos dos eleitores de centro-direita da cidade do Rio.

Para fechar o quadro, o pastor Manuel Ferreira (PR), sem chances, aposta nos votos dos fiéis da igreja Assembleia de Deus e na capacidade de transferência dos votos do pré-candidato ao governo do estado, o ex-governador Anthony Garotinho.

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