Política, cultura e generalidades

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Merrill Lynch mete o bedelho na eleição do Brasil


Fonte: O Globo.

Merrill Lynch considera Meirelles vice "ideal" para Dilma. E Aécio para Serra

Publicada em 24/02/2010 às 22h03m
Felipe Frisch


RIO - O Bank of America Merrill Lynch divulgou relatório na última terça-feira a seus clientes sobre a disputa presidencial no Brasil. O texto, intitulado "Kicking Off 2010 Presidential Election in Brazil" (algo como "Dando o pontapé inicial nas eleições presidenciais de 2010 no Brasil"), diz que o país está caminhando para uma "eleição plebiscitária" entre PT e PSDB em outubro. Trata-se do primeiro relatório de um grande banco exclusivamente sobre o pleito deste ano com análises sobre os prós e contras de cada candidato.

Entre as partes que mais chamam atenção - por de fato dar uma opinião dos executivos do banco -, está a que fala sobre os possíveis candidatos a vice-presidente e que diz que "da perspectiva dos investidores financeiros, o vice-presidente ideal para Dilma Rousseff seria Henrique Meirelles (presidente do Banco Central), mas ainda não existe consenso dentro do PMDB, já que o presidente do partido, Michel Temer, se apresenta como candidato também". A avaliação confirma o nome de Meirelles como uma forma de agradar ao mercado financeiro.

Já para a provável candidatura de José Serra, o banco avalia que o atual governador de São Paulo "lidera as pesquisas e poderia ter um desempenho ainda melhor se o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, for convencido a se juntar à chapa como vice-presidente".

Do ponto de vista do perfil dos candidatos, o banco avalia que, caso o PSDB saia vencedor, os investidores "podem desenvolver expectativas positivas a respeito de um maior compromisso para aprovar as reformas constitucionais que levem a uma redução de despesas do governo e uma reorientação das agências regulatórias na direção de uma menor interferência do governo". Mais adiante, o texto destaca que "as reformas constitucionais serão catalisadoras para se atingir um maior crescimento e ganhos de produtividade, ao diminuírem o tamanho e aumentando a eficiência do atual governo"

O relatório não dá nenhum ponto nomeadamente contra o provável candidato tucano, mesmo quando cita que ele é um crítico das alta taxa básica de juros brasileiras (a Selic, hoje em 8,75% ao ano) e do dólar barato, o que rende temores entre analistas de que, caso eleito, ele possa adotar uma postura mais "intervencionista" no mercado, contrariando o sistema de metas de inflação e o câmbio livre, os dois pilares da atual política macroeconômica.

O principal ponto a favor de Dilma, para o banco, seria "a continuidade das políticas macroeconômicas, como o câmbio flutuante, a disciplina fiscal e o regime de metas de inflação". Em seguida, o banco cita "o aprofundamento da intervenção do governo na economia via gastos sociais (como os programas Bolsa Família e Minha Casa Minha Vida), e os gastos com infraestrutura (o PAC)", o que não fica claro se é um pró ou um contra da pré-candidata petista. Para o banco, Dilma tende a se beneficiar ainda da popularidade de Lula.

Embora o banco não faça uma escolha clara entre os prováveis candidatos, diz que o maior risco das eleições este ano estará presente caso algum candidato com viés mais "populista" comece a avançar nas pesquisas, como ocorria em 2002 quando Anthony Garotinho (então PSB) ou Ciro Gomes (então PPS) ganhavam força nas sondagens.

Mas os analistas do banco não creem nessa possibilidade, citando Serra e Dilma como "candidatos bem conhecidos", que devem reforçar o Brasil como "um interessante caso de convergência para os indicadores globais, oferecendo potencial de ganhos no mercado de ações, com baixas taxas de juros e elevado crescimento". O relatório cita apenas rapidamente a pré-candidata Marina Silva (PV) e Ciro Gomes (hoje PSB).

2 comentários:

  1. Marcelo,
    Esta instituição Merry Linch não tem moral alguma, pois quase faliu, foi um dos responsaveis desta crise mundial atual e ainda deu conselhos furados para uma porrada de gente que acabou se ferrando via esta crise. E agora eles querem se meter aqui? E pior ainda, eles defendem as mesmas idéias que fizeram seu pais quase falir e a eles mesmos e agora querem falir com o pais dos outros? Querem promover outra crise aqui também? E pior que vai ter vários setores do PIG, se bem que ja tem, defendendo tais idéias absurdas. Tomemos cuidados com esta gente!

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  2. Pois é, Leonardo. Esse banco Merry Linch não tem condição ou credencial alguma para recomendar coisa alguma a respeito das eleições brasileiras. Às vezes, quando repercuto alguma notícia, faço o comentário apenas no título, como neste: "Merrill Lynch mete o bedelho na eleição do Brasil". Com um título desses, nem preciso me aprofundar. O recado está dado.

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