Política, cultura e generalidades

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Mais terceiras vias se apresentam

Eu quero uma terceira via alternativa a Dilma Rousseff e a José Serra. Mas com esses candidatos, fica difícil.

Fonte: JB.

Pequenos partidos lançam candidatos à Presidência

Luciana Abade, Jornal do Brasil

BRASÍLIA - Enquanto o PSDB decide quem será de fato seu candidato à Presidência e o PT procura um vice para a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, a maior parte dos partidos pequenos que terão candidatura própria já escolheu seus candidatos. À espera da “zebra”, esses candidatos excluídos das principais pesquisas de intenção de voto e dos debates das grandes emissoras de televisão estão mais esperançosos neste ano porque terão o apoio das ferramenta “mais democrática da comunicação”, a internet. As propostas são inusitadas. E para justificar uma candidatura que, na opinião dos cientistas políticos, tem uma chance mínima de vingar, cada um dos nanicos carrega consigo a certeza de ser “a melhor opção”.

Educação fundamental em período integral e prisão perpétua para os condenados por corrupção são algumas das propostas do pré-candidato do Partido Trabalhista do Brasil (PTdoB), Mário Oliveira. Formado em direito e engenharia, ele nunca ocupou nenhum cargo político, nem mesmo militou. Sempre trabalhou na iniciativa privada em grandes empresas como Petrobras e Odebrech. E, justamente por acreditar “que não tem os vícios do sistema”, se considera a pessoa mais adequada para ocupar o mais alto cargo público do país.

– Corrupção assemelha-se com genocídio porque o desvio de verbas prejudica uma quantidade muito grande de pessoas – afirma Oliveira ao justificar a mudança no Código Penal que vai sugerir a instituição da prisão perpétua no Brasil para crimes hediondos e também para acabar com a progressão de pena que permite que muitos condenados cumpram, às vezes, metade das penas.

A saúde e a situação das mulheres no mercado de trabalho é outra preocupação do advogado que pretende, se eleito, autorizar a entrada dos planos de saúde estrangeiros no Brasil “para ampliar a concorrência e com isto obrigar os convênios a nacionais a aumentarem a qualidade e diminuir os preços”. As mulheres, por sua vez, terão 50% dos cargos dos ministérios e secretarias.

Histórico na política já não é o problema do pré-candidato do Partido Social Democrata Cristão (PSDC), José Maria Eymael, que, como não se cansa de ressaltar, esteve entre os 15 maiores constituintes, sendo autor de 145 propostas aprovadas. O passado glorioso, contudo, não foi suficiente para elegê-lo em 2006, quando concorreu à Presidência e obteve apenas 63.294 votos. A derrota de 2006 não tirou a esperança do partido, que terá a “felicidade” como o foco da campanha.

– A felicidade representa tudo o que queremos para o povo brasileiro – resume Eymael.

Ao contrário dos concorrentes pequenos, o pré-candidato do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado, José Maria, ou simplesmente Zé Maria, não está confiante na vitória porque sabe que “ganha quem tem muito dinheiro para fazer campanha”. Mas entrou na disputa porque acredita que a esquerda socialista não deve ficar sem uma opção de voto em outubro:

– Dilma, José Serra e Aécio Neves representam a continuidade da atual estrutura econômica do país, assim como Marina Silva e Ciro Gomes são variantes da mesma matriz.

Se der zebra e o PSTU levar, o Brasil terá novamente um sindicalista, fundador do Partido dos Trabalhadores (PT) e da Central Única dos Trabalhadores (CUT) na presidência.

15:59 - 06/02/2010

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