Política, cultura e generalidades

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Favela bass é de direita e de esquerda

Resposta para "Funk carioca" nunca foi de esquerda

A esquerda tem que assumir os seus filhos feios. Inclusive os adotados. O tal "funk carioca" era inicialmente de direita, como bem descrito nesse texto. No entanto, foi adotado como filho querido pela esquerda. Vide a lei da Alerj que transformou o fânqui em "patrimônio cultural do Estado do Rio de Janeiro", projeto esse feito em parceria por Marcelo Frouxo, digo, Marcelo Freixo (PSOL) e Paulo Melo (PMDB). E tem também alguns MCs filiados ao insuspeito PC do B, apadrinhados de Jandira Feghali.

O fânqui é direitista e esquerdista, com todos os defeitos que possam ser ditos sobre um e sobre o outro e sem nenhum mérito, já que, na essência, nem fânqui nem direita nem esquerda tem mérito.

Atualização às 17:27:

O Kylocyclo disse...

Marcelo, o "funk" é direitista. A esquerda brasileira é que virou direita, impotente de ter um projeto num país que até a Constituição define como capitalista. Uma esquerda que só faz falar, que não faz fazer, e que é frouxa, corrupta, acéfala e esquizofrênica.

Marcelo Delfino disse...

Alexandre, não neguei que o fânqui seja direitista. Ele continua sendo. Até disse que seu texto descreveu isso. Só disse que o fânqui virou esquerdista também. Mais ou menos como o Governo Lula, que abriga desde o PC do B a corruptos da direita (PMDB, PP, PR, PRB, PSC, etc). Em todo caso, saiba que não tiro uma vírgula do seu texto. Só não posso concordar que não haja mais esquerda no Brasil.

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