Política, cultura e generalidades

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Piñera, um Chávez às avessas

Enquanto a cavalgadura bolivariana já se meteu na eleição brasileira de 2010, declarando apoio a Dilma Rousseff, o presidente eleito do Chile, Sebastián Piñera, já está todo serelepe torcendo pela oposição brasileira. E oposição à esquerda brasileira.

Mas que oposição à esquerda brasileira, sr. Piñera? Essa autointitulada "oposição de esquerda" do PSOL e de partidos da extrema-esquerda? Aquela dos direitistas que torcem e fazem campanha pro Sr. Burns? Ou é aquela dos direitistas totalmente alijados do quadro partidário?

O próprio Piñera dá a resposta, ao declarar "um apreço muito grande" pelo Motosserra do Palácio dos Bandeirantes. O mesmo que teve que fugir dos gorilas de 1964 e também do Pinochet.

Sebastián Piñera está totalmente alienado da realidade do País de Tolos.

Fonte: Estadão.

Piñera acredita que Brasil pode seguir exemplo do Chile

Presidente eleito considera natural que um líder com popularidade não consiga eleger seu sucessor

Efe

SANTIAGO - O presidente eleito do Chile, Sebastián Piñera, citou a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para avaliar sua própria vitória no pleito realizado no último domingo, e insinuou que o Brasil pode seguir o caminho de seu país e mudar da esquerda para a oposição.

Para Piñera, é perfeitamente natural que um líder não consiga eleger seu sucessor, mesmo se for muito popular - caso do Chile, onde a excelente avaliação de Michele Bachelet não foi suficiente para que Eduardo Frei, candidato de situação, vencesse o pleito. Além disso, afirma que a popularidade não significa, necessariamente, que não há necessidade de mudanças.

"É certo, a presidente (do Chile, Michelle) Bachelet é muito popular e o presidente Lula também, mas não se deve confundir a popularidade de um presidente com a necessidade de mudança de um país", afirmou, em entrevista com jornalistas estrangeiros.

"O Brasil terá que tomar seu próprio caminho e eu vou a respeitar naturalmente a decisão democrática que a população do país tomar,mas vou deixar muito claro que uma coisa é a popularidade de um presidente e outra coisa é a necessidade de mudanças que pode experimentar um país, como ficou demonstrado ontem de forma clara (no Chile)", avaliou o presidente eleito, que acredita que o Brasil pode se beneficiar se a oposição vencer as eleições do final do ano.

Piñera garantiu que tem "um apreço muito grande" pelos dois principais pré-candidatos presidenciais do país. O governador de São Paulo, José Serra, do PSDB, lidera as pesquisas à frente da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), provável candidata da situação.

"Apesar de a presidente Bachelet ter índices muito altos de popularidade e apoio (que passam de 80%), nós ganhamos limpa e democraticamente a eleição presidencial de domingo. Ficou claro que o Chile queria e precisava de uma mudança", destaca.

Piñera garantiu, durante a mesma entrevista, que o Brasil está entre os primeiros países que vai visita, logo após assumir a presidência, no próximo dia 11 de março.

Popularidade de Lula está entre as maiores das Américas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva segue entre os líderes mais bem avaliados da América. É o que aponta a pesquisa divulgada na segunda-feira, pelo empresa Consulta Mitfsky. O líder brasileiro subiu dois pontos em relação à lista apresentada em setembro e ocupa o terceiro lugar na lista, que é liderada pelo presidente do Panamá, Ricardo Martinelli, que tem 91% de aprovação. Logo depois, segue o presidente de El Salvador, com 88%.

O relatório também destaca que Lula tem "grande mérito", pois após sete anos poder, ainda se mantém popular. Além disso o documento apontou que a líder chilena Michele Bachelet, que vai deixar o cargo em março, tem 81% de aprovação. Os quatro primeiros líderes tem a avaliação considerada "excelente". Em seguida seguem, com avaliação considerada "alta", estão o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe (64%); o uruguaio Tabaré Vázquez (61%); Evo Morales, da Bolívia (60%); Felipe Calderón, do México (55%).

Os líderes com avaliação "média", estão o paraguaio Fernando Lugo, com 50% de aprovação, e o norte-americano Barack Obama 48%.

Já os presidentes com a avaliação "baixa" estão Óscar Arias, da Costa Rica, com 44% e o equatoriano Rafael Correa com 42%. E por fim, os chefes do executivo que tem a taxa considerada "muito baixa" são os presidentes do Canadá, Stephen Harper, com 32%; Alan Garcia, do Peru, com 29% ; Daniel Ortega, da Nicarágua, com 26% e no final da lista a argentina Cristina Kirchner, com 19%.

2 comentários:

  1. offtopic
    2010 chegou! O BRASIL ESPERA QUE FAÇAMOS NOSSA PARTE LIMPAMDO O CONGRESSO
    “ELEJA, NÃO REELEJA”, O CONGRESSO, AQUELE SHOW DE HORRORES, COM CPIS TERMINANDO EM PIZZA, CONGRESSISTAS ARROGANTES E CORPORATIVISTAS, ACOBERTANDO UNS AOS OUTROS.
    OS CONGRESSISTAS SABEM O QUE ALI OCORRE, POREM SÃO CONIVENTES!
    ALGUNS CRITICAM SEUS PARES, MAS FALTA CORAGEM.
    LAMENTÁVEL PORQUE PRECISAMOS DE HOMENS QUE MORALIZEM AQUELAS INSTITUIÇÕES.

    Estou divulgando em meu blog uma lista com todos os Fichas Suja.
    Peço que visite o blog, copie a lista e poste no seu, esta chegando a hora da gente reagir contra toda aquela bandalheira.

    grato
    Lord - http://caranovanocongresso.blogspot.com/2010/01/lista-de-politicos-com-ficha-suja.html

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  2. Marcelo : Este Piñera perdeu uma grande chance de ficar de boquinha fechada.Mal assumiu o cargo e já quer falar bobagens ,é uma pena.
    Abraços

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