Política, cultura e generalidades

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Governo da China censura até "O ano em que meus pais saíram de férias"


Segundo o blog Raul na China, o mercado de cinema local...

é o que mais cresce no mundo e o de maior potencial. Há 5801 salas de cinema na China (no Brasil, 2200) e deve pular para 10 mil em 2010. É um mercado fechadíssimo: apenas 20 filmes estrangeiros têm permissão de estrear por ano. O resto chega pelos dvds piratas _ a importação legal é quase impossível, o que cria uma reserva de mercado para os pirateadores.

Dos 20 filmes estrangeiros que podem estrear no país, normalmente 19 ou 20 são de Hollywood. Na batalha pelo mercado, o regime comunista não dá muita bola para o cinema europeu, nem para o cinema independente. Pela censura de sexo, nudez, violência ou mensagens políticas, o que sobra é filme-pipoca. O Partido Comunista gosta mesmo é da Disney. Até Gong Li, musa do cinema local, disse que a censura estava criando uma geração infantilizada. "No último festival de cinema brasileiro aqui, acontecido há três anos, filmes como "Céu de Suely" e "O ano em que meus pais saíram de férias" foram censurados e não puderam ser exibidos".

Eu gosto do filme O ano em que meus pais saíram de férias. Não cheguei a assistir no cinema, mas comprei o DVD oficial. É altamente recomendável. Esta é a sinopse da caixinha do DVD:

1970. O Brasil e o mundo parecem estar de cabeça para baixo, mas a maior preocupação na vida de Mauro, um garoto de 12 anos, tem pouco a ver com a ditadura militar que impera no país: seu maior sonho é ver o Brasil tricampeão mundial de futebol. De repente, ele é separado dos pais e obrigado a se adaptar a uma "estranha" e divertida comunidade - o Bom Retiro, bairro de São Paulo, que abriga judeus e italianos entre outras culturas. Uma história emocionante de superação e solidariedade.

O filme aborda fatos ficcionais que aconteceram numa ditadura de direita. Mas parece que desta vez os comunas chineses não quiseram bater na direita. Preferiram censurar o filme, por tratar de um drama passado num contexto altamente político. Tiveram medo que os chineses relacionassem a ditadura de cá com a de lá.

Ditaduras costumam se respeitar muito. Esquerdistas respeitam direitistas, e direitistas respeitam esquerdistas.

Há tolos do Brasil que admiram a ditadura chinesa. Como diversos partidos e movimentos esquerdistas.

Fidel e Pinochet tiram sarro de você que não faz nada (Engenheiros do Hawaii, em Toda forma de poder).

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