Política, cultura e generalidades

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Obra de posto de saúde está parada há sete anos em Campo Grande, Zona Oeste do Rio

Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro
A lambança começou em 2004, ainda sob a gestão do prefeito Cesar Maia, e prossegue agora sob a gestão de Eduardo Paes. É uma prova cabal de que a iniciativa privada e a gestão pública podem ser igualmente incompetentes.

E a população se dana.

Fonte: RJ TV.



Empresa que estava construindo faliu e o contrato foi rescindido em 2004. Não há previsão de retomada da obra.

Em Campo Grande, a construção de um posto de saúde esta abandonada há sete anos. O esqueleto da obra representa perigo de dengue à comunidade.

A imagem da obra parada impressiona. É uma construção grande sem nenhum benefício para a população. Segundo os moradores, toda a estrutura da obra começou a ser erguida há mais de dez anos. Eles dizem que a obra é da prefeitura do Rio, mas há sete anos ninguém aparece no local. Está tudo abandonado.

“A gente queria um posto de saúde, mas ficou só o esqueleto gigantesco e um desperdício de dinheiro gigantesco também.”, reclama o morador e auxiliar de informática, Rafael de Oliveira.

Em uma parte da construção, a ferragem da laje está exposta e enferrujada. “A construtora faliu. E nessa história toda, a obra está parada há sete anos em uma situação complicada”, diz Cândida Serrão, membro da Associação de Moradores do Mendanha.

A construção do que era para ser um posto de saúde fica bem localizada, no meio de uma praça, perto de várias casas, inclusive de uma escola. Porém, do jeito que a obra está, ela oferece muito risco à população. Em dias de chuva, se percebe a quantidade de infiltrações na obra, o que resulta em muita água parada. No terreno ao lado, que também pertence à construção, há mais lixo e muita água parada, condições ideais para o mosquito transmissor da dengue.

O porteiro Valter Pitanga se preocupa com a filha que estuda perto do local e lamenta: “É uma obra que seria bonita e a gente vê se acabando. O dinheiro que foi gasto é nosso que pagamos os impostos todos os meses. Isso é muito triste”.

De acordo com a Secretaria Municipal de Obras do Rio, a empresa que estava construindo faliu e o contrato foi rescindido em 2004. Não há previsão de retomada da obra que seria um posto de saúde. Enquanto isso, os moradores são atendidos em outro local, conhecido como posto de saúde do Mendanha. A unidade atende cinco comunidades da região e segundo os moradores, são feitos até cinco mil consultas por mês. Há reclamações de que a demanda é muito grande.

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