Política, cultura e generalidades

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Luiz Inácio Lula da Silva vende menino de 9 anos

PT
Qual é o artigo do Código Penal para corrupção de menores?

Lula pecou por omissão, ao não dar resposta à avó do garoto de 9 anos. Podia ser ao menos uma resposta desfavorável. Seria mais elegante.

Mas é uma contradição juntar Lula e elegância na mesma frase.

Não adianta virem aqui fazer escândalo, pití ou beicinho, desgraçados esquerdistas.

Fonte: Estou chocada, triste, decepcionada e envergonhada, diz avó de Sean Goldman.

Para ela, decisão de o menino ficar com o pai atende a interesses políticos.
Silvana Bianchi reclama de não ter recebido resposta de carta a Lula.

Aluizio Freire

Do G1, no Rio

A avó materna do menino Sean Goldman, de 9 anos, Silvana Bianchi, disse, na tarde desta quarta-feira (23), que está “chocada, triste, decepcionada e envergonhada” ao comentar, em entrevista ao G1, a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, que determina que a criança seja entregue imediatamente ao pai biológico, o americano David Goldman. Este é o seu primeiro desabafo à imprensa, depois de divulgar uma carta aberta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O advogado da família, Sérgio Tostes, disse nesta quarta que
não pretende recorrer. O Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) determinou também nesta quarta que o menino seja entregue até as 9h de quinta (24) no Consulado dos Estados Unidos, no Rio de Janeiro.

Para ela, o neto foi “objeto de um acordo político e econômico”, disse, se referindo a uma reportagem publicada na BBC Brasil, que informa que o “Senado americano aprovou por unanimidade a extensão do
programa de isenção tarifária que beneficia as exportações brasileiras e de mais 131 países, depois que o STF determinou a entrega do menino Sean ao seu pai”.

Na semana passada, de acordo com a notícia, o senador do Partido Democrata Frank Lautenberg, de Nova Jersey -mesmo estado do pai de Sean-, havia apresentado uma moção suspendendo a votação em retaliação ao Brasil, por conta da disputa pela guarda do menino.

“Não esperava que meu neto seria trocado num acordo econômico. Por enquanto, não pretendo fazer nada, diante disso. O meu país, o país do Sean, já que ele é brasileiro nato, vendeu uma criança”, afirmou. “Ele está sendo posto para fora do país”.

Silvana Bianchi disse que vai passar o pior Natal de sua vida. “Estão separando dois irmãos”, disse ela, se referindo à outra neta, Chiara, de 1 ano e 3 meses”. Um dos desapontamentos de Silvana foi não terem permitido ao garoto manifestar sua vontade de ficar com a família brasileira ou seguir com o pai para os Estados Unidos.

“Foi negado o direito de ele falar. A gente está numa democracia, mas respirando a lei da mordaça. A fala dele seria fundamental”, acrescentou. A avó do menino também reagiu de forma negativa à mensagem que divulgou abertamente ao presidente Lula e não obteve nenhuma resposta. “Estou decepcionada, muito revoltada. É meu neto. Merecia mais respeito, uma explicação”, concluiu.

Fonte: Justiça determina que Sean seja entregue até às 9h ao Consulado dos EUA no Rio.



STF suspendeu liminar obtida pela avó do garoto.
O pai biológico David Goldman se diz feliz com a decisão.

Do G1, no Rio, com informações do Jornal Hoje

O presidente do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2), desembargador federal Paulo Espirito Santo, determinou, nesta quarta-feira (23), que o menino Sean Goldman, de 9 anos, seja entregue voluntariamente até as 9h de quinta-feira (24) ao Consulado dos Estados Unidos, no Rio de Janeiro.

A ordem atende à determinação do presidente do STF, ministro Gilmar Mendes, que suspendeu liminar do próprio Supremo.

O advogado dos Bianchi, Sérgio Tostes, disse, nesta quarta-feira (23), que
não vai recorrer da decisão do STF. Segundo ele, a família decidiu dar prioridade ao bem estar e a uma transição suave da guarda da criança.

Ainda não está decidida a data em que Sean viajará para os Estados Unidos. Segundo o advogado, tudo vai depender do entendimento com o pai biológico do menino.

O pai biológico de Sean, David Goldman passou a manhã desta quarta-feira (23) em hotel de Copacabana, na Zona Sul do Rio. Dois carros do consulado americano estão no local.

Goldman se diz feliz

David Goldman se disse feliz com a decisão do STF, que suspendeu na terça a liminar que garantia a permanência do garoto no Brasil. A informação é de seu advogado, Ricardo Zamariola. Em entrevista à rede de TV americana NBC, o americano declarou que o Brasil "terá um futuro melhor honrando o império da lei”.

A guarda do menino era disputada pelo pai e pela família de sua mãe, a brasileira Bruna Bianchi, que morreu em 2008 durante o parto de sua filha com o advogado João Paulo Lins e Silva.

Em entrevista ao G1, a avó brasileira de Sean, Silvana Bianchi, afirmou que a ordem judicial atende a
interesse político e econômico. "Estou chocada, triste, decepcionada e envergonhada."

Carta aberta

Silvana encaminhou uma carta aberta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta terça-feira (22). Nela, a avó de Sean pede que o menino seja ouvido pela Justiça e reitera o desejo de que o neto permaneça no Brasil. "Tentar tirar uma criança de 9 anos do convívio da família com a qual vive há 5 anos ininterruptamente, e especialmente de perto de sua irmã, Chiara, de 1 ano e 3 meses, que tem em Sean seu grande amparo, justamente na véspera do Natal, representa uma desumanidade", diz Silvana. Sean mora no país há quase cinco anos, quando veio dos Estados Unidos com a mãe. Já no Brasil, Bruna Bianchi se separou de David e se casou com o advogado João Paulo Lins e Silva. Em 2008, após a morte de Bruna, o padrasto ficou com a guarda provisória da criança. David Goldman, no entanto, entrou na Justiça e pede desde então o retorno da criança aos Estados Unidos.

Leia na íntegra a carta eviada ao presidente Lula:
"Prezado Presidente Lula,

Meu nome é Silvana Bianchi, sou brasileira, tenho 60 anos de idade e trabalhei toda minha vida. Junto com meu marido Raimundo Carneiro Ribeiro criei meus dois filhos ensinando-os a, acima de tudo, amar este país.

Minha filha, Bruna, faleceu de forma trágica no parto de minha neta Chiara. Hoje tenho como maior objetivo da minha vida dar toda atenção e carinho aos meus netos, filhos da Bruna. Um desses netos, Sean, também brasileiro nato, tornou-se alvo de uma campanha internacional de níveis inacreditáveis. Autoridades americanas dão declarações públicas chamando de “sequestradora” uma avó, que na ausência da filha, apenas quer criar seus netos.

Nossa formação valoriza papel da mãe. Na ausência da mãe, a criação incumbe a avó. Assim é em todo o Brasil, de norte a sul, independentemente de raça, cor, religião ou classe social. É natural que estrangeiros, com formação diferente, não entendam esses sentimentos tão autenticamente brasileiros.

Estou ameaçada de perder meu neto Sean por conta de uma pressão internacional que não leva em consideração o interesse de uma criança de 9 anos que deseja ardentemente permanecer no meio daqueles que lhe deram conforto na morte da mãe. As decisões judiciais, que foram tomadas determinando a entrega de Sean em 48 horas ao Consulado americano não levaram em consideração a vontade expressa do meu neto de permanecer no Brasil. Alegaram que a Convenção de Haia determina a entrega imediata. Não sou advogada, mas o que sei é que a Convenção estabelece como prioridade máxima o interesse da criança. E a criança não foi ouvida.

Senhor Presidente, isto não é um desabafo de uma avó agoniada. É o clamor de uma brasileira que luta com todas as forças, que ainda lhe restam, para que a Justiça deste país aplique as leis com a indispensável dose de humanidade.

Tentar tirar uma criança de 9 anos do convívio da família com a qual vive há 5 anos ininterruptamente, e especialmente de perto de sua irmã, Chiara, de 1 ano e 3 meses, que tem em Sean seu grande amparo, justamente na véspera do Natal, representa uma desumanidade. Jesus veio ao mundo para salvar os homens. Que Deus proteja aqueles que acreditam no princípio maior da cristandade, a preservação da família.

Peço respeitosamente a V. Exa. que seja-nos concedida a oportunidade de lhe apresentar, em audiência, nossa família e lhe entregar pessoalmente as manifestações escritas por Sean dirigidas a V. Exa.

Desejando a V. Exa., sua esposa e toda a sua família um Natal de reunião feliz, aguardo sua manifestação.

Com respeito,

Silvana Bianchi"

7 comentários:

  1. OLÁ MARCELO DELFINO.
    ESTOU AQUI NÃO PRA COMENTAR MAS PRA DESEJAR A VC E FAMÍLIA MUIIIITA SAÚDE E MUIIITA LUZ. QUE O NOVO ANO QUE SE APROXIMA POSSAMOS FICAR LIVRES DESSA QUADRILHA QUE TOMOU CONTA DESSE NOSSO AMADO BRASIL.
    FELIZ NATAL E UM NOVO ANO LIVRE DO PT SAUDAÇÕES.
    ABS DO BETO.

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  2. Marcelo : O páis agora só caminha de vergonha em vergonha ,e esta é só mais uma .Outras virão com certeza .
    Abraços

    P.S. Um Feliz Natal e que no Ano Novo nós possamos comemorar a derrota dos petralhas

    Abraços

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  3. Olha neste caso eu vou discordar de você.

    Na minha lógica na falta da mãe um filho deve ficar com o pai. A menos que se comprove que a criança correria riscos ou seria mal cuidada.

    Essa é uma opinião minha sem nenhuma base legal, politica ou ideológica. É apenas um ponto de vista do que eu considero lógico. Estou ignorando que é uma disputa legal envolvendo dois paises.

    Aproveito para desejar boas festas a você e sua familia.

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  4. Talvez eu não tenha sido claro. Eu sou favorável que a criança fique com o pai, mesmo. Se a mãe morreu, o pai sempre assumiu a paternidade, pode e quer criar o garoto e o garoto não rejeita o pai, a única decisão judicial teria que ser essa mesma.

    A única coisa que contestei foi o silêncio de Lula diante da carta da avó materna. Lula devia ter mandado ao menos uma carta de condolências para a mulher, informando que não poderia interferir por ela e que a decisão provável do Judiciário seria a favor do pai.

    Se ficou em silêncio, ficou parecendo que Lula negociou o garoto com os americanos, em troca de isenção de taxas de exportação para os EUA.

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  5. Luis Alberto Pereira24 de dezembro de 2009 08:27

    Me pedoe senhor, que Lula faz parte da escória da humanidade estou de pelno acordo, mas neste caso, o presidente do Supremo Tribunal tomou a decisão correta. Tanto do ponto de vista judicial quando moral. Analise este caso desde o começo e facilmente o senhor constatará que há aí evidente prática de alienação parental e de sequestro internacional. Seria uma vergonha sim se o Brasil não devolvesse o garoto ao pai, seria legalizar a prática de sequestro de menores. O garto vai sofrer ? Vai, sim. Mas mesmo assim este remorso deve recair sobre a família da mãe pela evidente prática de alienação. Foram eles que criaram toda esta situação. Não sei como alguém consegue constestar o direito do pai biológico ainda.

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  6. Eu acho que a justiça foi perfeita de devolver o menino para o pai biológico.
    Não amo, e nem gosto presidente Lula,. mas o que estavam fazendo com esse pai biológico era uma tortura fim, e até discriminação por ele ser americano.
    Se esse pai biológico fosse boliviano iria perder a guarda do filho. É que os Estados Unidos defende os interesses dos norte-americanos, e eles estão completamente certos, e fizeram muitas pressões neste caso. Agora, o padrasto do menino fez sensacionalismo ao entregar o menino para o pai biológico na frente dos jornalistas.
    Isso é sensacionalismo .
    http://noticias.uol.com.br/album/091224_album.jhtm?abrefoto=11

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  7. Ah sim isso eu entendo, mas ela esperava o que? o caso do mensalão para mim é emblemático. Ele é omisso. E ela ainda escapou de receber uma carta a chamando de "cumpanheira" e dizendo: "eu num podia fazer nada, eu me sinto traído pelo cumpanheiro Obama".

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