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domingo, 13 de dezembro de 2009

A gambiarra no Metrô carioca

Governo do Estado do Rio de Janeiro
O governador Sérgio Cabral Filho não sabe ou finge não saber o tamanho da lambança que ele está fazendo com o Metrô carioca. A estação General Severiano é uma conquista para a cidade, mas essa linha 1A não passa de uma grande gambiarra.

Fonte: O Dia.

A prova de fogo do novo metrô

Especialistas em transporte alertam para o risco de a Linha 1A não trazer mais conforto ou até piorar os serviços

Rio - A partir do dia 21, o metrô do Rio começará a operar com novo sistema, com a abertura da Estação General Osório, em Ipanema, e a inauguração da Linha 1A, que ligará a Pavuna a Botafogo. Segundo a concessionária Metrô Rio, a mudança foi decidida a partir de uma pesquisa sobre o destino dos usuários. Os dados revelaram que 85% dos passageiros da Linha 2 fazem a transferência na Estação Estácio e a maior parte deles — 78% — tem como destino as estações até Botafogo, coberta hoje apenas pela Linha 1.

Especialistas ouvidos por O DIA, no entanto, afirmam que o novo sistema é frágil e questionam se o problema da superlotação nos trens vai melhorar. “O desconforto vai continuar”, avisa Fernando MacDowell, doutor em Engenharia de Transporte e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). “Estão inaugurando um projeto que não vai resolver os problemas do metrô. Deve aliviar um pouco para quem usa entre a Central e Botafogo, mas o aperto para quem vem da Pavuna continuará. E pode até piorar”, adverte MacDowell.

Atualmente, a Linha 2 funciona com intervalos de 4 minutos e 40 segundos. Na linha 1, o tempo de espera é um pouco menor, de 4 minutos e 10 segundos. Com o novo sistema, quem pega o trem em qualquer estação fora do trecho Central-Botafogo vai esperar um pouco mais: 4 minutos e 50 segundos. Em compensação, os trens nesta parte do trajeto terão os intervalos cortados quase pela metade: 2 minutos e meio.

O Coordenador do Programa de Engenharia de Transportes da Coppe UFRJ, Paulo Cesar Ribeiro, lembra que os atrasos de uma linha, agora, afetarão a outra. “Nesse sistema existe uma séria fragilidade. Se der algum problema em uma das linhas, a outra também sofrerá as consequências”, explica Paulo Cesar.

A relações-públicas Maria Flavia Horta, 43 anos, mora na Barra da Tijuca e trabalha no Centro. Ela pega o ônibus integração para a Estação Del Castilho e faz a baldeação no Estácio para poder chegar à Estação Carioca. “Não estou vendo nenhum benefício nisso. O problema não era apenas no Estácio. Eu já pego o trem em Del Castilho lotado. Se o intervalo entre os trens ainda vai aumentar, vai piorar. Acho que só haverá melhoria com a chegada dos novos trens”, lamentou.

Hoje, segundo o Metrô Rio, existem 33 trens: 16 na linha 1 e 17 na linha 2. Segundo a Secretaria Estadual de Transportes, 19 composições novas já foram compradas. A primeira chega em dezembro de 2010 e as demais entrarão em operação gradativamente até dezembro de 2011. Ao longo de 30 anos de existência do metrô, nunca houve a compra de novos trens.

Reportagem de Anna Luiza Guimarães.

Um comentário:

  1. Não concordo com esse seu pensamento.Ele tem feito muito pelo transporte, a regularização das vans é um exemplo.
    Eu acho que o trânsito e o transporte público está melhorando bastante.

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