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terça-feira, 1 de dezembro de 2009

CPI pedirá indiciamento do ex-prefeito Cesar Maia por irregularidades na Cidade da Música Roberto Marinho

Este é o verdadeiro nome da Cidade da Música. Nome que as Organizações Globo mui convenientemente omitem há anos. Vejamos o que eles mesmos publicaram:

CPI pedirá indiciamento do ex-prefeito Cesar Maia por irregularidades na Cidade da Música

Publicada em 30/11/2009 às 23h13m
Carla Rocha

RIO - Nem as piores previsões estavam certas. Um documento do Tribunal de Contas do Município (TCM), produzido a pedido da CPI da Cidade da Música, revela que as obras, iniciadas em 2002, vão custar quase R$ 700 milhões. O consórcio responsável pelo projeto apresentou ao tribunal uma conta estimando em R$ 238 milhões os recursos necessários para pagar serviços feitos que não foram vistoriados, dívidas não quitadas pela prefeitura, custos com atrasos e paralisações nos últimos anos e os serviços de finalização do complexo cultural.

O cálculo do custo da Cidade da Música faz parte do
relatório final da CPI que será votado nesta terça-feira pelos cinco integrantes da comissão. O detalhamento foi feito pelo conselheiro do TCM Márcio Bandeira de Mello, em 6 de agosto. Em setembro, o tribunal pediu uma inspeção especial nas contas das empreiteiras. O valor cobrado pelo consórcio - formado pelas empresas Andrade Gutierrez, Carioca Engenharia e Telem - é 600% maior do que foi estimado originalmente. Até agora, a prefeitura acreditava que o acréscimo seria de 400%, o que já era considerado um valor exorbitante.

Dos R$ 238 milhões que o consórcio cobra do município, R$ 95,9 milhões seriam relativos a serviços executados em novembro e dezembro que não teriam sido vistoriados. Só os custos com paralisações nos últimos anos seriam de R$ 42,5 milhões. Desses, cerca de R$ 11 milhões apenas com o pagamento de horas extras para permitir a inauguração do complexo pelo ex-prefeito Cesar Maia no ano passado. Os atrasos nos pagamentos vão custar R$ 6,7 milhões. Para terminar tudo, são mais R$ 93,5 milhões.

Ao deixar o cargo, o ex-prefeito Cesar Maia disse ter deixado R$ 87 milhões em caixa, que seriam suficientes para finalizar a Cidade da Música.
O atual prefeito Eduardo Paes paralisou a obra, retomada no mês passado.

- Quando a CPI começou, jamais imaginamos nos deparar com números tão assustadoramente distantes do que era o projeto original. É um absurdo - disse a vereadora Andrea Gouvêa Vieira (PSDB), relatora da CPI.

O relatório da CPI aponta 57 irregularidades. Deverá ser pedido o indiciamento por improbidade administrativa e crimes do Código Penal do ex-prefeito Cesar Maia, do ex-secretário de Cultura, Ricardo Macieira, do subsecretário da pasta, Carlos Alberto Rolim, do ex-secretário de Obras, Eider Dantas, do ex-controlador geral, Lino Martins da Silva, do então procurador do município, Júlio Rebelo Horta, e dos ex-presidentes da RioUrbe, Jorge Roberto Fortes e João Luiz Reis da Silva.

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