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terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Barbosa diz que PSDB teria participado de caixa 2 no DF


Tomem, tucanalhas!

Fonte: JB.

Barbosa diz que PSDB teria participado de caixa dois no DF

Portal Terra

BRASÍLIA - O ex-secretário de Relações Institucionais do Distrito Federal Durval Barbosa disse que o PSDB participou do caixa dois organizado pelo governador do DF, José Arruda (DEM), na campanha eleitoral de 2006, no qual o presidente da legenda tucana no DF, Márcio Machado, seria o responsável pela coleta e distribuição do dinheiro. As informações são do jornal Folha de S. Paulo desta terça-feira.

Barbosa disse à Polícia Federal que Arruda teria levantado dinheiro para a campanha junto a empresas que prestariam serviço ao governo. Entre 2004 e 2006, R$ 56,5 milhões teriam sido coletados de forma irregular em contratos da Companhia do Desenvolvimento do Planalto Central (Codeplan), que era comandada por Barbosa.

O governador José Roberto Arruda que o dinheiro que teria recebido durante o mensalão do DEM, suposto esquema de pagamento de propina a deputados durante a campanha de 2006, foram "regularmente registrados". - Recursos eventualmente recebidos por nós do denunciante para ações sociais, nos anos de 2004, 2005 e 2006, entre os quais o que foi exibido pela TV, foram regularmente registrados ou contabilizados, como o foram todos os demais itens da campanha eleitoral - disse após reunião com a Executiva Nacional do DEM que discutiu se ele seria ou não expulso do partido.

O governador é investigado pela Polícia Federal pela participação no mensalão do DEM, suposto esquema de pagamento de propina para deputados estudais durante a campanha de 2006. Ex-integrante do PSDB e único governador do DEM no Brasil, Arruda aparece em um vídeo recebendo maços de dinheiro. As imagens foram gravadas pelo então secretário de Relações Institucionais da gestão do político democrata, Durval Barbosa. Réu em 37 processos, Barbosa denunciou o esquema por conta da delação premiada, acordo feito com a Justiça para diminuição de pena em uma eventual condenação judicial.

-Quanto ao diálogo gravado no dia 21 de outubro, fica claro que foi conduzido para passar uma versão previamente estudada. O denunciante propunha, dias antes do encontro, a realização de pesquisas, conversas para acordos políticos e doações para campanha por empresários amigos dele. Deixamos claro que não aceitaríamos essas doações, pois só cuidaríamos de campanha no próximo ano, e sugerimos apoio às campanhas de deputados da base de apoio ao governo, na forma da lei - disse o democrata.

E a Executiva Nacional do DEM vai se reunir nesta terça-feira para decidir se expulsa ou não do partido o governador José Roberto Arruda. As denúncias contra o único governador do partido dividem o comando do DEM. Os senadores Agripino Maia (RN), Demóstenes Torres (GO) e o deputado Ronaldo Caiado (GO) defendem a expulsão sumária de Arruda, enquanto Heráclito Fortes (PI), Antônio Carlos Magalhães Neto (BA), e o presidente da legenda, deputado Rodrigo Maia (RJ), acreditam que o governador merece mais tempo para se explicar e querem aguardar a conclusão das investigações.

As principais lideranças do DEM ouviram nesta segunda-feira as explicações do governador sobre a denúncia de mensalão no governo de Brasília. Segundo o senador Demóstenes Torres (GO), um dos que defendem a expulsão do governador, só a Executiva Nacional do partido poderá definir o futuro de José Roberto Arruda dentro da legenda. - O governador expôs os argumentos dele sobre o episódio. Vamos aguardar a decisão da Executiva - disse Demóstenes.

05:55 - 01/12/2009

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