Política, cultura e generalidades

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Subida de Dilma em pesquisa faz oposição (?) agir


Olhem a minha cara de comovido.

Fonte: JB.

Oposição pressiona Serra a sair candidato já

JB Online

BRASÍLIA - O DEM, o PSDB e o PPS vão usar as pesquisas de intenção de voto para constranger o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), e pressioná-lo a definir a sua pré-candidatura ao Palácio do Planalto o mais cedo possível. Ontem, no almoço em que a cúpula dos três partidos dividiu a mesa, o senador Sérgio Guerra (PE), que comanda os tucanos, e o deputado Rodrigo Maia (RJ), que preside o DEM, previram Serra em queda contínua, contra a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) em ascensão constante. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

- É melhor assumir logo isso - aconselhou Maia, diante da observação geral de que a pré-candidata petista crescerá ainda mais com a exposição no programa partidário do PT em cadeia nacional de rádio e TV, marcado para 10 de dezembro.

- Não é fácil manter candidatos que não se lançam, não fazem propaganda e respeitam a lei - declarou Guerra. Embora ninguém tenha descartado o governador de Minas, Aécio Neves, como alternativa da oposição na corrida presidencial, o alvo das cobranças é Serra, porque ele é quem mais resiste a assumir logo a condição de pré-candidato e por liderar as pesquisas eleitorais.

O almoço dos dois chefes da oposição aconteceu um dia depois de pesquisa CNT/Sensus mostrar que Dilma, com 21,7% das intenções de voto, está a 10 pontos porcentuais do tucano, que tem 31,8%. Nesse cenário, além de Serra e Dilma, o Sensus incluiu como pré-candidatos os nomes de Ciro Gomes (PSB) e Marina Silva (PV).

Essas porcentagens alarmaram a oposição. Em fevereiro, o Planalto traçou como meta para Dilma encerrar o ano "entre 15% e 20%". Um mês e meio antes do prazo, a pré-candidata já atingiu o objetivo. Em fevereiro, ela tinha, em pesquisa CNT/Sensus, 13,5% das intenções de voto, contra 42,8% de Serra.

O Estado mostrou, no início do ano, como o governo montou o roteiro para atingir esse patamar: Dilma deveria trocar o figurino de "gestora" por uma agenda de muitas viagens e aparições ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Saíram os "despachos internos" e entraram os palanques em obras - muitas delas, apenas pedras fundamentais - que renderam milhares de fotos e discursos em que o presidente apresenta Dilma como candidata.

- É claro que uma candidata lançada por Lula, que faz propaganda com dinheiro público, tende a crescer - disse Guerra. - A melhor coisa a fazer, quando o governo está forte e usando a máquina para inflar sua candidata, é antecipar o movimento das pesquisas - emendou Maia.

O presidente do DEM prevê dificuldades para fiscalizar a movimentação da pré-candidata até abril, quando Dilma deixará o cargo para assumir a candidatura. - Aí o jogo muda. Ela terá de sair do colo do Lula e andar com suas próprias pernas - enfatizou.

Maia, Guerra e os líderes da oposição na Câmara e no Senado que participaram do almoço tiveram a cautela de não manifestar preferências, até porque a avaliação geral foi de que o clima entre Serra e Aécio "azedou" nos últimos dias, por causa da intensa movimentação do mineiro. O que angustia todos é o prazo. A frase mais ouvida nos bastidores do DEM, do PSDB e do PPS é que "segurar até março é impraticável".

A oposição também mostrou apreensão com a escolha de João Vaccari Neto para tesoureiro do PT e previu campanhas muito caras nos estados, por causa da "gastança" do governo. - O PT nomeou um tesoureiro ambicioso - disse Guerra.

Informações do jornal O Estado de S. Paulo

06:46 - 25/11/2009

Fonte: O Globo.

Subida de Dilma em pesquisa faz oposição agir

Publicada em 25/11/2009 às 00h45m
Adriana Vasconcelos

BRASÍLIA e SÃO PAULO - Sem disfarçar o desconforto com as pesquisas que indicam tendência de queda nas intenções de voto do presidenciável tucano José Serra (SP), líderes e dirigentes de PSDB, DEM e PPS iniciaram nesta terça-feira uma ofensiva para unir forças, unificar o discurso da oposição e partir para o ataque ao governo. A ideia é se contrapor à melhora do desempenho da pré-candidata petista, Dilma Rousseff. Mas, na avaliação feita reservadamente no almoço que os uniu nesta terça, concluíram que esse esforço será em vão se os tucanos adiarem a escolha de seu candidato para março, como defende o governador paulista. Essa posição deverá ser levada a Serra nos próximos dias.

Dentro da nova estratégia de ataque, a oposição protocolou nesta terça 18 pedidos de investigação de supostas irregularidades cometidas na Petrobras , identificadas pelo relatório paralelo elaborado pelos tucanos e democratas no final dos trabalhos da CPI da Petrobras. Entre elas estão o superfaturamento de R$ 2 bilhões nas obras da refinaria Abreu e Lima (PE), a recontratação de empresas investigadas por fraudes em licitações da Petrobras e o preço excessivo da gasolina, o que configura, segundo a oposição, uma infração contra a ordem econômica.

Tucanos admitem que adversária pode crescer mais

Segundo relato de participantes do encontro desta terça, todos admitem que Dilma deverá crescer ainda mais nas pesquisas até o fim do ano. Estimam que ela deverá passar dos 20% das intenções de votos, estimulada não apenas pelo que chamam de uso indiscriminado da máquina federal para turbinar a candidata do PT, mas também pela indefinição da oposição.

O presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), tentou minimizar para a imprensa a avaliação feita nesta terça:

- A oposição não vai ficar paralisada porque não tem ainda seu candidato.

Já o presidente nacional do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), que participou do almoço e defendera anteriormente a antecipação da escolha do presidenciável tucano, disse que o importante agora é que a oposição se organize para enfrentar a candidata do governo.

- A Dilma vai crescer ainda mais porque o governo Lula tem 80% de aprovação e vai continuar usando a máquina para ajudá-la. Negar que a candidata do PT vai crescer é negar o óbvio - observou Maia.

Embora pressionando para que os tucanos definam seu candidato o mais rapidamente possível, os aliados do PSDB alertaram que essa operação não poderá fragmentar o partido.

- Teremos de administrar a pré-campanha, o fogo amigo e as definições dos palanques estaduais sem ter um candidato - disse o líder do DEM, senador José Agripino (RN).

Oposição planeja reuniões sistemáticas

A partir de agora, a oposição planeja se reunir sistematicamente para avaliar o quadro eleitoral, se antecipando a eventuais conflitos estaduais e estabelecendo uma estratégia de atuação conjunta no Congresso. E antes do fim do ano legislativo, os partidos planejam promover um evento de confraternização das bancadas do PSDB, DEM e PPS com Serra e Aécio.

Nesta terça, em São Paulo, o governador José Serra disse não acreditar que a situação econômica do país determinará a escolha do próximo presidente . Em Fortaleza, em entrevista à rádio Verdes Mares, Serra afirmou que, caso seja eleito presidente da República, vai manter o programa Bolsa Família. Em outra entrevista, à rádio Jangadeiros, ele disse que não é hora de falar em candidatura:

- A gente tem tempo e não deve, como se diz na expressão, matar cachorro a grito.

No Rio, o governador de Minas, Aécio Neves, voltou a cobrar que o PSDB defina logo o seu candidato. Ele disse que se não houver uma decisão até dezembro, abandona a disputa e se candidata ao Senado.

Nenhum comentário:

Postar um comentário