Política, cultura e generalidades

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Sarney decide fechar Fundação José Sarney por falta de verbas, diz jornal

José Sarney
Fechar a fundação é queima de arquivo.

Fonte: O Globo.

RIO - Alvo de várias denúncias de irregularidades, a Fundação José Sarney vai ser fechada. De acordo com a assessoria da presidência do Senado, a decisão foi tomada pelo Conselho Curador da entidade, que alegou problemas financeiros. O fechamento da fundação foi noticiado nesta segunda-feira na coluna da jornalista Mônica Bergamo, da "Folha de S.Paulo".

O senador informou,
em nota , que após as denúncias colaboradores pararam de doar dinheiro para a fundação, o que impossibilitou a manutenção dela. Criada para manter o museu com o acervo do período em que foi presidente da República, a entidade teria um gasto mensal entre R$ 80 mil e R$ 100 mil.

Sarney disse não saber o destino de 400 mil documentos, três mil peças de museus e 50 mil livros, além de obras raras. O acervo está abrigado no antigo Convento das Mercês. Segundo ele, tudo deve ser transferido para o Arquivo Nacional ou outro museu, e o prédio será devolvido ao governo estadual. A entidade abriga ainda um mausoléu onde Sarney queria ser enterrado.

- Se não tem dinheiro, não tem outro caminho a não ser fechar. É com amargura e sofrimento que sou obrigado a admitir que estamos perto de fechar as portas. A gente vive de esmola. Por ser entidade privada, nunca aceitei que fosse mantida com verbas públicas - lamentou Sarney.

Em julho deste ano, a Fundação José Sarney foi
acusada de desviar recursos de patrocínio da Petrobras para empresas fantasmas e outras da família do próprio senador. Seriam R$ 500 mil transferidos para companhias terceirizadas com endereços fictícios em São Luís, contas bancárias paralelas ao projeto e para emissoras de rádio e TV de propriedade da família Sarney, a título de veiculação de comerciais. Na época, o presidente do Senado divulgou nota dizendo que não participava da administração da fundação que leva seu nome, nem tinha responsabilidade sobre ela.

No Maranhão, a fundação teve as prestações de contas de 2004 a 2007 rejeitadas pela Promotoria de Fundações e Entidades Sociais, em decisão publicada em 27 de julho de 2009. A promotora Sandra Lúcia Mendes Elouf explicou que foram encontradas irregularidades como desvio de finalidades na aplicação dos recursos.

- Eles utilizavam esses recursos até para pagar contas de energia, pessoal e outros serviços que não constavam dos projetos apresentados para captar recursos.

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