Política, cultura e generalidades

sábado, 10 de outubro de 2009

Estúdios de Hollywood cortam cabeças para se adaptar às mudanças do mercado

Fonte: Yahoo.

10 de Out, Sáb - 11h38

(AFP) - A
Disney demitiu Dick Cook, chefe dos estúdios e figura muito apreciada no meio hollywoodiano, enquanto a Universal cortou as cabeças de seus presidentes Marc Shmuger e David Linde. Há alguns meses, MGM e Paramount já haviam feito movimentos semelhantes em sua diretoria.

"Estas mudanças mostram as fortes tensões que a indústria do entretenimento atravessa, sobretudo o cinema", em um momento no qual "a transição entre meios tradicionais e novos" exige que seja um encontrado um novo modelo econômico, ressalta Jason E. Squire, professor de indústria do cinema da Universidade do Sul da
Califórnia, em Los Angeles.

Com os jovens consumidores cada vez mais adaptados à vida com celulares, internet e videogames, "o DVD deixou de ser o salva-vidas que durante muito tempo foi e os estúdios precisam adaptar sua estratégia", observa por sua vez Brandon Gray, dono do site
Boxofficemojo.com, que analisa o desempenho da bilheteria dos estúdios.

De acordo com a Digital Entertainment Group, as vendas de DVDs caíram 9% em 2008 e 13,5% nos primeiros seis meses de 2009, o que representa uma verdadeira enxaqueca financeira para os estúdios, que não conseguem se sustentar apenas com a arrecadação das salas de cinema.

A Disney, que decidiu substituir Dick Cook por Rich Ross, ex-chefe da Disney Channel, parece ter feito a escolha estratégica de "se concentrar no que sabe fazer melhor: filmes para a família", mantendo-se como "um ator importante do 3D", aponta Gitesh Pandya, do site
boxofficeguru.com, analista da indústria do cinema.

"A Disney queria alguém que pudesse trabalhar com todo o grupo, para que os ramos de produtos derivados, televisão e internet sejam igualmente lucrativos, e não apenas o estúdio", explica Mark Gill, chefe da produtora The Film Department e ex-diretor da
Miramax.

Rich Ross, que desenvolveu na plataforma da Disney Channel franquias lucrativas como "Hannah Montana" e "High School Musical", tem exatamente o perfil que o estúdio buscava.

Na Universal, o problema é principalmente de ajustes financeiros. O fracasso de filmes caros, como es sobre todo de ajustes financieros. El fracaso de películas que costaron muy caras, como "Funny People", "A terra perdida" ("Land of the Lost"), "Brüno" e "Inimigos públicos" ("Public enemies"), fizeram encolher o tamanho do mercado ocupado pelo estúdio este ano para 8,5%, muito abaixo dos outros grandes 'grandes', como
Warner, Paramount, Columbia, Fox e Disney.

Para Mark Gill, que acaba de produzir "Law abiding citizen", com Gerard Butler e Jamie Foxx, a desconstrução da Universal ilustra o problema fundamental dos grandes estúdios: custos "muito mais elevados em relação ao mercado".

As grandes casas do cinema "precisariam reduzir seus custos em mais de 50%", estimou.

Faltou infomarem que, há muitos anos, a indústria de cinema americana vive exclusivamente de:
1 - Continuações (os exemplos são inúmeros);
2 - Refilmagens (tipo o King Kong de Peter Jackson);
3 - Adaptações de livros;
4 - Adaptações de quadrinhos;
5 - Adaptações de programas de TV;
6 - Adaptações de parques temáticos de sucesso (vide a saga Piratas do Caribe);
7 - Desenhos infantis, com muito colorido e bichos fofinhos.

Falta criatividade. Faltam boas histórias originais.

O cinema brasileiro não fica muito atrás. Estamos cansados da dieta de sertão, pobreza, favela, bandidagem e estética televisiva nos filmes brasileiros.

O Brasil é muito maior do que essa dieta. Apesar de ser um País de Tolos.

Um comentário:

  1. O pior que o cinema brasileiro sofre sua primeira (e invisível) crise depois da retomada. Reparem que 99% dos filmes brasileiros de sucesso levam a marca da Globo Filmes.

    Não levou essa marca, vai direto pra sarjeta, mesmo que sejam obras-primas.

    É a vitória do cinema-de-mercado também no Brasil.

    E quase todos os cineastas-autores estão mortos...

    Glauber, Buñuel, SOCORRO!

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