Política, cultura e generalidades

sábado, 3 de outubro de 2009

Ciro chama de 'ameaça' uma eventual eleição de Serra

Ciro Gomes
Ué... Ciro Gomes foi ministro de Itamar Franco junto com FHC, o ex-chefe de Serra.

A maior ameaça não é a eleição de Serra. A maior ameaça é Serra vencer em 2010 e os luletes não o deixarem tomar posse. Isso é que seria um senhor retrocesso.

Fonte: Ciro reitera que mudança de domicílio eleitoral foi para viabilizar sua candidatura à presidência.

FORTALEZA - Dois dias depois de anunciar a transferência do domicílio eleitoral do Ceará para São Paulo, o deputado federal Ciro Gomes (PSB) disse, neste sábado, que a mudança é estratégica para viabilizar sua pré-candidatura à presidência da República e que precisa "aprofundar relações" com o mais importante estado do país.

- O partido entende que, para viabilizar minha pré-candidatura à presidência da República, eu precisava aprofundar minhas relações com São Paulo por ser o estado mais importante do
Brasil em alguns aspectos - disse o deputado, que convocou uma entrevista coletiva na Assembléia Legislativa do Ceará para explicar a transferência do domicílio eleitoral.

Ciro fez referência ao peso de São Paulo na economia, na força de trabalho, na produção cultural e na concentração de eleitoral, com 22,5% dos eleitores do país.

Ciro revelou também que a mudança foi para evitar "riscos jurídicos e políticos". Segundo ele, a assessoria jurídica do PSB foi informada de que adversários tentariam impugnar sua candidatura pelo fato de ter domicílio eleitoral no mesmo estado onde o irmão dele,
Cid Gomes, é governador.

Ele reconheceu que a filiação do presidente da
Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, - potencical candidato ao governo de São Paulo - ao PSB, fortalece bastante sua candidatura a presidente. Skaf foi uma das primeiras pessoas para quem Ciro e explicou as razões da mudança de domicílio eleitoral.

Paulista, natural de
Pindamonhangaba, Ciro fez carreira política no Ceará, onde foi vereador, deputado estadual, prefeito de Fortaleza, governador, ministro da Fazenda e deputado federal. Ciro disse que tinha um dever moral de dar explicação ao povo do Ceará.

- Peço aos cearenses que confiem em mim. Sei o que estou fazendo, disse.

Segundo ele, o principal motivo para que transferisse o domicílio eleitoral ainda foi o pedido do presidente
Lula para que, mesmo mantendo sua pré-candidatura à presidência, deixasse as portas abertas para uma possível disputa ao governo de São Paulo. Reafirmando sua disposição de disputar a presidência da República, Ciro disse que não tem "intimidade com a rotina de São Paulo".

- Vou ajudar, com minha experiência, a mobilizar as forças de São Paulo cansadas da mesmície e fazer uma proposta nova.

Ciro admitiu que a transferência de domicílio pode revelar uma fragilidade do seu partido.

- Não custa nada ser humilde.

Ciro disse que a organização das alianças em torno de sua pré-candiadtura deverá ser feita com os partidos do chamado bloquinho:
PDT, PCdoB, PMN e PRP.

Melhor colocado nas últimas pesquisas do que a pré-candidata do
PT, Dilma Roussef, o deputado acredita que a petista ainda possa crescer muito e até ultrapassá-lo na pré-campanha. Diferentemente do presidente Lula - que defende apenas uma candidatura da base aliada, ele não acredita no caráter plebiscitário (com apenas dois candidatos) da disputa presidencial.

- A realidade brasileira jamais se acomodou no quadro bipolar como o
norte-americano pela realidade do país, pelas culturas federativas, pelos diversos sotaques, pela hiperfragmentação partidária.

Ciro voltou a atacar o ex-presidente FH e o governador de São Paulo,
José Serra, seu provável adversário na disputa sucessória.

- O que paira sobre o futuro do país é uma ameaça de volta de um projeto do Fernando Henrique e sua equipe, que fez muito mal ao Brasil. E não gostaria que o povo esquecesse de que o Serra foi ministro do
Fernando Henrique nesses oito anos.

Amigo de
Aécio, Ciro exclui o tucano da turma de Fernando Henrique por ele não ter sido ministro do ex-presidente e por não ter participado do que chama de tentativa de "golpe contra o presidente" Lula na época das denúncias do mensalão. Mas disse que, mesmo que Aécio seja o candidato do PSDB, não abrirá mão da disputa presidencial.

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