Política, cultura e generalidades

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Que venha o chororô dos frouxos!

Tou nem aí se tem candidato reclamando que está fora dos debates com os candidatos a prefeito, se ele mesmo não reivindica a presença de todos. Ou seja: a dele próprio e dos outros dois preteridos. O Rio tem dez candidatos, mas a Band queria convidar oito, inclusive o candidato chorão, e aqueles sete querem vetar os outros três. Não há muita diferença entre sete, oito e dez candidatos. Então que chamassem logo todos. Ou nenhum, já que nenhum deles merece.

Que venha o chororô dos frouxos! E dos chorões e choronas que os apoiam.

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quinta-feira, 18 de agosto de 2016

A estupidez de candidatos a prefeito do Rio de Janeiro

Tou ficando puto com esses candidatos a prefeito do Rio de Janeiro. Dos mais conservadores aos mais progressistas. Todos eles com planos mirabolantes de obras e ações que onerarão ainda mais os cofres do município, quando a realidade na cara indica que o próximo prefeito do Rio de Janeiro terá que passar o mandato inteiro pagando as dívidas deixadas pelo prefeito anterior, além de manter os serviços públicos já existentes. A estupidez desse pessoal não tem limites.

Pronto, falei.

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terça-feira, 16 de agosto de 2016

O conto de uma família real mista


Contos na ficção existem aos montes. Vários deles sobre reis, rainhas, príncipes, princesas e famílias reais em geral. Contos de fadas também. Contos de fadas sobre princesas sempre houve, mas estes adquiriram aura de mitologia a nível mundial a partir do estrondoso sucesso do filme Cinderella, que já era uma adaptação do antigo conto Cinderella. Os anos passaram, e a Disney continuou fazendo trocentas produções cinematográficas e televisivas, entre as quais os vários filmes com as hoje chamadas Princesas Disney. Até há pouco tempo toda laia de feministas de meia tigela criticava a franquia da Disney, devido à antiga posição subalterna das princesas da Disney, sempre esperando felicidade apenas em casamentos com príncipes encantados. Mas as feministas tiveram que se render à mudança do perfil das princesas da Disney nas últimas décadas. A começar por Ariel, sempre curiosa para saber o que havia fora de seu mundo submarino. Depois houve a Pocahontas liderando o processo de paz entre seu povo e uma tropa estrangeira, Mulan indo pra guerra, Tiana liderando a abertura de seu restaurante, Rapunzel se casando com um ex-ladrão (ao invés de um tradicional príncipe), Merida rejeitando casamento arranjado e Elsa virando rainha, mesmo solteira.

A coisa atingiu níveis mais altos de mudança no perfil das princesas da Disney a partir do momento em que a Disney começou a lançar novas franquias de princesas na televisão, ao invés de lançar no cinema. Seriados permitem a construção de perfis e tramas bem complexos para as protagonistas. As duas novas princesas da Disney lançadas na TV foram criadas pelo produtor Craig Gerber. A primeira foi Sofia, desenvolvida desde 2007 para ser especificamente uma princesa retratada na infância (aos 8 anos) e lançada na TV estadunidense em 2012, e a segunda foi Elena, desenvolvida desde 2012 (logo após o lançamento de Sofia) com inúmeros traços de cultura latina e cujo lançamento na TV estadunidense foi em julho de 2016. O lançamento do seriado e da franquia Elena of Avalor na própria América Latina que inspirou a personagem vem sendo mesquinhamente protelado pela Disney.

Mas aqui o assunto mais específico é a Sofia. A personagem tem uma trama mais complicada que a média de suas colegas de realeza, seja na Disney ou nessa nova onda de girl power na ficção em geral. Sofia é do reino fictício de Enchancia, sendo filha da sapateira Miranda (esta, do também reino fictício de Galdiz) e de um pai ainda não revelado na trama. Extraoficialmente, o pai biológico dela é Birk Balthazar, também migrante como Miranda, mas só que do reino de Freezenburg e tido como um personagem precocemente falecido. Paralelamente, o líder do reino de Enchancia é Rei Roland II, que possuía dois filhos gêmeos, Amber e James (mais velhos que Sofia apenas por questão de meses), além de uma esposa, também tida como falecida tal como Birk Balthazar. Um dia Miranda foi convocada para ir ao castelo do reino vender chinelos para o rei. Os dois personagens se apaixonaram, casaram e resolveram juntar as proles. Roland virou pai das três crianças, assim como Miranda virou mãe delas. Já houve casos de famílias mistas na ficção, inclusive na Disney. Mas esta família real mista é talvez uma das primeiras (senão a primeira) da ficção, e é a primeira da Disney.

Quem nunca viu um episódio do seriado Sofia the First (divulgado no Brasil como 'Princesinha Sofia') pode até imaginar o que aconteceu com a personagem até agora, momento da reta final da terceira temporada. A trama da Sofia é basicamente da menina aldeã que vira princesa da noite para o dia e agora tem que lidar com esse novo mundo da realeza e cumprir as obrigações de uma princesa de verdade. Incluindo os compromissos na Academia Preparatória Real, escola que admite entre os alunos apenas príncipes e princesas, de dezenas de reinos diferentes. Tudo isso sem que Sofia deixe de ser a menina boa, prestativa, gentil, amiga e intrépida que sempre foi. Além de ter lidado eventualmente com problemas de ciumeira entre irmãos, algo comum entre os três filhos de Roland e Miranda até a segunda temporada.

O futuro da personagem Sofia em seu mundo de conto de fadas ainda está sendo escrito pelos autores e roteiristas da Disney. Especula-se que ela tenha dois futuros possíveis. Um é se tornar uma princesa aventureira, tal como a tia dela, Princesa Tilly, normalmente chamada de duquesa no seriado. O outro, dado a inúmeras pistas deixadas ao longo de três temporadas na televisão, é o trono de Enchancia e a realização da alcunha Sofia the First dada pelo nome do seriado. Sofia the First pode ser traduzido literalmente para Sofia Primeira (Sofia I). Um título de rainha, não de princesa. Só isso faria da personagem um avanço considerável nesse mundo das princesas da Disney, pois seria assim uma princesa virando rainha de direito próprio (sem ser rainha consorte) mesmo sendo filha caçula, de fora da linhagem do rei e mesmo tendo um irmão (James, até segunda ordem o atual príncipe herdeiro de Enchancia). Um senhor avanço até em cima da Elsa, que é mais velha que Anna e não tem irmão.

O nível de excelência do seriado 'Sofia the First' atingiu o nível mais alto com o episódio Dads and Daughters Day. Pra não estragar a surpresa pra quem não viu, dá para dizer que é o episódio em que a questão de Sofia ser filha de verdade do Rei Roland (ou de ser uma mera 'step-daughter', ou enteada, em português) é colocada por uma das colegas de escola de Sofia, e depois pela própria Sofia. O resultado é provavelmente o melhor episódio de um seriado televisivo em décadas, incluindo animações e seriados live-action. Um abraço de Sofia e Roland neste episódio ilustra esta postagem.

'Dads and Daughters Day', de 'Princesinha Sofia', tem estreia prevista na TV brasileira no canal Disney Junior no próximo dia 22, segunda-feira, às 19h. Vale a conferida.

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Dois lados da mesma moeda: os urubólogos e os cínicos

13 anos depois, a mídia progressista (blogosfera incluída) assumiu o papel que ela atribuía à grande imprensa: o de urubóloga. E, na grande imprensa, voltaram a reinar o relativismo e o cinismo.

Dois lados da mesma moeda.

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sábado, 4 de junho de 2016

Meus palpites para 2018, mais de dois anos antes da eleição presidencial

Meu palpites para 2018:

Nem os mimizentos do PT nem os tucanos com pompa, empáfia e punhos de renda elegerão seus candidatos. É mais fácil ganhar alguém de partidos novos como Rede ou Partido Novo.

Ou então pode vir algum outsider. Tipo Ronaldo Caiado ou Jair Bolsonaro. Se Caiado e Bolsonaro vierem na mesma chapa, capaz de levarem no primeiro turno. Nada surpreendente num país essencialmente conservador como o Brasil, que nunca foi progressista. Muito menos liberal.

Está aberta a Caixa de Pandora. Anotem aí.

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segunda-feira, 23 de maio de 2016

O cara é de esquerda porque é muito legal ser de esquerda

Fonte: grupo Servidores Municipais da Cidade do Rio de Janeiro no Facebook. Autor: Marco Correa.

O cara é de esquerda porque é muito legal ser de esquerda. Vocês já experimentaram? É descolado, é cool. Ser de esquerda é inclusivo. Normalmente, você é muito mais maneiro, divertido quando é de esquerda. O cara de direita é um saco. Ele quer conversar sobre economia, sobre liberdade e as instituições, sobre Marx - você já viu algum esquerdista debater Marx como um direitista? - e toda sorte de assuntos chatos. O cara de esquerda só precisa repetir frases com uma carga emocional gigante, como "a direita não gosta do negro e do pobre", para cair nas graças dos amigos que pensam tão pouco ou quase nada quanto ele. Não há debate. Se você senta numa mesa de bar onde os colegas são de direita, é certo que vai dar de cara com confrontos de ideias. Numa mesa onde os colegas são de esquerda, não. Todos estão convergindo, balançando a cabeça em sinal positivo enquanto o outro fala. Não tem discussão. É bem mais bacana assim. Paz, amor e álbum novo do Chico Buarque.

O cara de esquerda olha o de direita com aquela expressão de quem tá nauseado o tempo inteiro. Ele quer tomar chopp Amstel e postar foto no Instagram via iPhone enquanto aponta as consequências de uma sociedade desigual. Ele alfineta a Igreja - porque ser ateu também é cool e ser ateu de esquerda é top - enquanto essa faz caridade em silêncio e ele só prega o amor aos pobres sem doar 1kg de alimento não perecível. Ah, mas tão bonito o papo, né? Você já conversou com um cara de esquerda? Converse. É lindo. Ele tá sempre preocupado com a situação do negro da periferia, com a posição das mulheres na sociedade, com o gordo que sofre bullying no busão. É de arrepiar. O cara de direita, que idiota!, tá procurando soluções práticas pra cada situação dessa, mas não leva o menor jeitinho pra prosear. Não há romantismo algum em dizer que uma economia livre e um Estado reduzido pode favorecer negros, pobres, mulheres e gordinhos, mas dizer que o Estado deve acolher cada um como se fossem filhos é infinitamente mais tocante, pungente.

O cara de esquerda é todo coração, enquanto o de direita é frio, insensível. Calculista. Rejeitado. O de esquerda é sempre bem-vindo nas vibes e tals porque ele é bom. É puro. Até as coisas ruins são defendidas por ele em nome da bondade - perceba a nobreza! O de direita não se importa em parecer cruel, ele quer ser viável, efetivo, prático. O de esquerda quer que as coisas e a sociedade funcionem partindo de seus projetos imprestáveis, mas humanitários, paternais, graciosos. O de direita só quer que as coisas funcionem bem.

O cara de direita não é de direita por amor ou devoção, mas por necessidade.
O cara de esquerda é de esquerda porque, sendo de esquerda, ele não precisa ser mais nada. Ser de esquerda, por si só, basta. É o meio e o fim.

sábado, 21 de maio de 2016

Meu veredito sobre 'X-Men: Apocalipse'

Colocarei aqui, porque, pelo visto, o Omelete censurará meus comentários mais uma vez.

Típico filme-pipoca. Pra ver só uma vez e só rever uma única outra vez, via blu-ray. Isso pra quem é colecionador dos blu-rays da saga. Senão, nem via Internet esse filme vale a pena ser revisto.

Tirando as roupas dos mutantes adolescentes, a referência explícita ao Retorno de Jedi, o Mercúrio jogando Pac-Man, as fotos do presidente Reagan e a música dos Eurythmics, o filme poderia ter sido ambientado tranquilamente em qualquer década do século XX pós-Segunda Guerra Mundial. Fazendo alguns ajustes, evidentemente. Prometeram até uma cena inteira do shopping, mas cortaram quase tudo. Restou pouco do prometido dos anos 80. Até o Mercúrio estava com traje mais pra anos 90 que qualquer outra coisa. DOTFP tinha o mérito de ser anos 70 esculpido em carrara.

Apocalipse é um bom filme. Mas definitivamente inferior ao First Class e muito inferior ao DOTPF. Discordo desse otimismo todo em torno do futuro da saga na Fox.

SPOILER

Querem personagem mais sem rumo que o Eric? Os produtores não sabem o que fazer com ele. O personagem mudou seu posicionamento sobre os humanos, os X-Men e os mutantes em geral umas 500 vezes ao longo dessa segunda trilogia. Foi preciso aparecer o El Sabah, um déspota mutante sem escrúpulos de subjugar e destruir outros mutantes pro Eric virar enfim o justiceiro solitário que imagino que tenha se tornado no fim. Ainda que eventualmente se unindo aos X-Men. Praticamente o mesmo Eric dos quadrinhos, atualmente.

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domingo, 15 de maio de 2016

Sobre as alterações da CGU

Resposta para Zero Hora:

"A CGU é responsável por fiscalizar o governo federal e defender o patrimônio público, promover transparência de gestão por atividades de controle interno, auditoria, ouvidoria e prevenção e combate à corrupção".

Se há uma coisa que une conservadores, fisiológicos e esquerdistas é a oposição a tudo isso que a CGU representava. Uns queriam zero transparência, pra poderem desviar à vontade, e outros para torrarem dinheiro público irresponsavelmente. Sem que Polícia Federal, MPU, TCU, Legislativo, Judiciário e a sociedade civil fora do Estado tivessem dados do Governo Federal para apontar e investigar eventuais falhas no uso do dinheiro público.

Até agora não houve manifestação sobre a CGU por essa geração dente-de-leite do liberalismo, que até formou seus próprios partidos mas é muito mal instruída pelos constantinos da vida e por leituras aleatórias da Wikipedia. São ignorantes quase totais daquilo que dizem defender. Se são ignorantes até sobre si mesmos, tem mais é que continuar bem longe de qualquer governo. Não tem nada mais antiliberal que enfraquecer um órgão público que nem é tão grande assim (e nem era pra ser grande, mesmo), mas que existe exatamente para promover a transparência das contas públicas. Se as coisas não mudarem, não serão só os ignorantes viúvos da Dilma que criticarão o Governo Temer taxando-o de "neoliberal". Os liberais de verdade também cairão de pau pra cima do governo. Ficarão na base de apoio só os neocons e os fisiológicos de toda espécie.

sábado, 16 de abril de 2016

Aos amigos petistas

Nunca elegi Michel Temer a qualquer cargo político.
Nunca apoiei um governo que tivesse Eduardo Cunha por uma década como um dos seus principais articuladores.
Nunca votei num presidente que atraísse o PMDB para o centro das decisões do país.
Nunca fui às ruas defender um governo eleito com o apoio de Paulo Maluf, Fernando Collor, José Sarney, Renan Calheiros e Jader Barbalho.
Nunca reclamei da Rede Globo apoiando um governo que aumentasse ao maior nível da história os gastos com publicidade oficial com a Rede Globo.
Nunca disse lutar pela democracia defendendo um governo que tivesse como principal projeto de integração política financiar ditaduras latino-americanas.
Nunca combati a elite apoiando um governo que tivesse como principal projeto econômico construir "campeões nacionais" repassando centenas de bilhões de reais a alguns dos empresários mais ricos do país.
Nunca fiz campanha contra a desigualdade defendendo um governo que rendesse os maiores lucros para os banqueiros da nossa história.
Nunca levantei a bandeira da educação apoiando um governo que despencasse a posição do país nos principais exames de avaliação de educação no mundo.
Chegou a hora de encarar o espelho. Foi você quem fez tudo isso, amigo petista.

Texto de Rodrigo da Silva no Facebook, reproduzido aqui.

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Estudantes despertam após uma longa letargia. Será verdade?

As escolas estaduais estão um caos, como a educação brasileira como um todo. Aí vários estudantes começaram a ocupar as escolas estaduais, reivindicando melhorias. Mas só em São Paulo, estado governado pelos "reaças neoliberais tucanos Opus Dei".

As escolas estaduais do Rio de Janeiro não estão numa situação melhor que as escolas paulistas. Mas aqui os governadores PMDBistas eram "cumpanhêros" de Lula e de Dilma. Aí não podiam ocupar. Foi só o PMDB fluminense romper com Dilma para, após uma longa letargia, começarem a ocupar es escolas estaduais fluminenses. Inclusive o Colégio Estadual Visconde de Cairu, onde estudei.

Como diz um amigo meu: tem gente que parece que começou a acompanhar política ontem.

Publicado originalmente no Facebook.